Maioria dos brasileiros acredita que STF “incentiva a corrupção”

A Operação Lava Jato, que teve início em 2014, representou um marco na luta contra a corrupção no Brasil. As investigações revelaram um esquema de desvio de bilhões de reais da Petrobras, envolvendo políticos, empresários e altos funcionários públicos. A operação resultou em diversas prisões, condenações e acordos de leniência.

No entanto, as decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a Lava Jato geraram controvérsia e dividiram a opinião pública. Em 2021, o STF anulou as condenações do ex-presidente Lula no âmbito da operação, o que gerou críticas de muitos que consideravam a decisão um retrocesso no combate à corrupção.

Outras decisões do STF, como a suspensão do pagamento das multas do acordo de leniência da Odebrecht, também foram criticadas por alguns que argumentavam que elas enfraqueciam a Lava Jato e beneficiavam os corruptos.

Uma pesquisa recente do Instituto Quaest para a Genial Investimentos revelou que 74% dos brasileiros acreditam que o STF incentiva a corrupção ao anular punições da Lava Jato. Essa percepção é mais forte entre homens (79%), eleitores do ex-presidente Jair Bolsonaro (85%) e aqueles que votaram nulo em 2022 (70%).

Por outro lado, 49% dos entrevistados acreditam que a Lava Jato ajudou a combater a corrupção no país.

A pesquisa também mostra que uma parcela significativa da população não acompanhava de perto as notícias sobre a Lava Jato: 15% acompanhavam de perto, 29% acompanhavam um pouco, 28% ouviam falar, mas não acompanhavam e 28% nunca acompanharam nada sobre o assunto.

O debate sobre o papel do STF no combate à corrupção é complexo e multifacetado. A pesquisa do Instituto Quaest fornece dados importantes para entender a percepção pública sobre esse tema.

Bruno Rigacci

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