Anestesista ficará isolado em prisão por tempo indeterminado

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O anestesista Giovanni Quintella, preso na última segunda-feira (11) após estuprar uma grávida durante uma cesariana, ficará isolado e sem previsão de contato com outros detentos por tempo indeterminado. O médico está em uma cela de 36 metros quadrados na Cadeia Pública Pedrolino Werling de Oliveira, conhecida como Bangu 8, na Zona Oeste do Rio de Janeiro.

De acordo com o portal G1, Giovanni ocupa a mesma cela onde já ficou preso o ex-deputado federal Roberto Jefferson (PTB). A unidade de Bangu 8 é destinada, principalmente, aos detentos com ensino superior. Na chegada ao presídio, o anestesista foi alvo da hostilidade dos presos, que começaram a sacudir as grades, vaiar e xingar o anestesista, como forma de protesto.

SOBRE O CASO DE ESTUPRO
O anestesista Giovanni Quintella Bezerra foi preso em flagrante, na madrugada de segunda-feira (11), por estuprar uma paciente enquanto ela estava dopada e passava por uma cesariana em um hospital na cidade de São João de Meriti, na Baixada Fluminense, Rio de Janeiro.

As suspeitas sobre Giovanni começaram após profissionais de saúde notarem que ele utilizava uma quantidade anormal de anestesia nas pacientes. Além disso, a equipe de enfermagem percebeu, em outros procedimentos, movimentações corporais incomuns feitas por ele durante as cirurgias. Com isso, a equipe resolveu colocar um celular para gravar o que Giovanni fazia.

Foi então que, na gravação que chegou aos policiais, o anestesista foi flagrado colocando o pênis na boca de uma paciente enquanto participava do parto dela. A delegada Bárbara Lomba, da Delegacia de Atendimento à Mulher (Deam) de São João de Meriti, que realizou a prisão, e destacou a importância da atuação dos profissionais de saúde para que Giovanni fosse detido.

– É importantíssimo nós destacarmos a atuação de uma equipe de enfermagem do Hospital da Mulher aqui de São João de Meriti, cidadãos e profissionais de saúde exemplares, que notaram, em outras cirurgias, o movimento do corpo do médico, do autor do crime. E, para que houvesse uma prova, eles decidiram posicionar um telefone celular de uma forma que não se visse – ressaltou.

Além de responder pelo caso no qual foi flagrado na gravação em vídeo, o anestesista é investigado por mais cinco possíveis atos similares cometidos nas unidades em que trabalhou, entre elas o próprio Hospital da Mulher Heloneida Studart, onde a equipe de enfermagem conseguiu gravá-lo.

Na tarde desta terça (12), o médico teve sua prisão convertida de flagrante para preventiva. Ele passou por uma audiência de custódia realizada na cadeia pública José Frederico Marques, em Benfica, na Zona Norte do Rio, para onde foi levado no fim da tarde da segunda.

Fonte: Pleno News

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