A Câmara rejeitou, no início da tarde desta quarta-feira (12), um destaque apresentado pelo PT para retirar o estado de emergência da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) dos benefícios sociais. O destaque foi rejeitado por 361 votos favoráveis à manutenção do texto, contra 142 votos a favor da mudança.

– Vocês já furaram o teto, descumpriram a regra de ouro sem decretar estado de emergência. Nós não confiamos no presidente Bolsonaro. Essa legislatura não pode ficar marcada como a que dará um cheque em branco para ele – afirmou o líder do PT, deputado Reginaldo Lopes (PT-MG).

Já o vice-líder do PL, o deputado capitão Alberto Neto (PL-AM), acusou a oposição de querer retirar o estado de emergência da PEC para pedir o impeachment do presidente Jair Bolsonaro (PL).

O presidente da Casa, Arthur Lira (PP-AL), havia retomado a votação da PEC pela análise dos destaques. Nesta terça (12), após problemas na conexão de internet na Câmara, Lira suspendeu a sessão que aprovou a PEC em primeiro turno, por 393 votos a 14. Hoje, a oposição contestou a retomada da sessão suspensa. Lira, então, cancelou aquela sessão e convocou outra, de forma virtual. No entanto, o presidente da Câmara manteve o resultado da votação.

Fonte: Pleno News