O presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou, neste sábado (16), que o ministro das Comunicações, Fábio Faria, marcará uma reunião com representantes do Whatsapp no Brasil. O objetivo é discutir o acordo firmado entre a plataforma e o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que fixou o lançamento do recurso de “comunidades” para somente após as eleições. O chefe do Executivo já havia manifestado seu descontentamento com o pacto, classificando-o como “inadmissível”.

– Já conversei com o Fábio Faria [ministro das Comunicações], vai conversar com representante do WhatsApp aqui no Brasil para explicar o acordo. Se ele [WhatsApp] pode fazer um acordo com o TSE, pode fazer comigo também, por que não? – declarou Bolsonaro, em entrevista à CNN.

O líder do Planalto ainda questionou o por quê do tratamento diferenciado para com o Brasil.

– Essa última informação agora que o WhatsApp pode ter uma política mundial, ninguém vai reclamar. Agora, [por que] apenas para o Brasil o disparo em grupo poderá ser realizado depois das eleições? Ah, depois das eleições não vai ter mais fake news? – ironizou.

Em motociata realizada em São Paulo nesta sexta-feira (15), Bolsonaro já havia se posicionado contra o tratado. Na avaliação de Bolsonaro, ele fere a liberdade de expressão.

– Isso que o WhatsApp tá fazendo no mundo todo, sem problema. Agora, abrir uma excepcionalidade para o Brasil é inadmissível, inaceitável e não vai ser cumprido esse acordo que porventura eles realmente tenham feito com o Brasil, com informações que eu tenho até o presente momento – assinalou.

ENTENDA
Nesta quinta-feira (11), o WhatsApp anunciou o lançamento de um novo recurso denominado “comunidades”. Na prática, a ferramenta permitirá o envio de mensagens para milhares de pessoas ao mesmo tempo. Ela funcionará como um guarda-chuva, abrigando vários grupos em um só.

Diferentemente do Telegram, que não possui limite de seguidores, cada grupo de WhatsApp pode ter atualmente até 256 usuários. A restrição tinha como objetivo evitar o disparo de mensagens em massa e a desinformação. A mudança, porém, devem ter um limite de 10 grupos cada uma, permitindo, assim, o envio de conteúdo para até 2.560 usuários

Diante da proximidade do pleito de 2022 no Brasil, o WhatsApp garantiu ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) que não implementará a ferramenta até o fim das eleições, mesmo em caso de segundo turno. A empresa não assegurou, contudo, que esperará até a posse presidencial. A previsão é de que as comunidades sejam lançadas em novembro.

Fonte: Pleno News