Autor do Twitter Files diz que TSE recebeu ajuda do FBI e de policiais

Autor do Twitter Files diz que TSE recebeu ajuda do FBI e de policiais

Michael Shellenberger, jornalista e autor do Twitter Files, revelou em entrevista ao portal Poder360 que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) teria contado com a ajuda do FBI (serviço de inteligência dos EUA) e de policiais brasileiros para regular conteúdos nas redes sociais durante as eleições.

As principais alegações de Shellenberger:

  • Colaboração do FBI: O governo brasileiro teria recebido conselhos do FBI sobre como lidar com conteúdos online durante as eleições.
  • Censura por policiais: Um grupo de policiais dentro do TSE estaria envolvido na censura de conteúdos nas redes sociais.
  • Participação da Abin: A Agência Brasileira de Inteligência (Abin) também teria participado da regulação de conteúdos online.
  • Requisições “agressivas”: O TSE teria feito requisições “agressivas” de informações privadas de internautas às plataformas.
  • Dados compartilhados: Google, Facebook, Amazon e Uber teriam repassado dados de usuários ao governo sem o conhecimento dos mesmos.
  • Censura sem responsabilidade: O ministro Alexandre de Moraes teria ordenado a remoção de conteúdos sem permitir que as plataformas revelassem a origem da decisão.

Reações:

  • Críticas: As declarações de Shellenberger geraram críticas de especialistas em direito e democracia, que veem a participação de órgãos de inteligência e da polícia na censura como uma ameaça à liberdade de expressão.
  • Defesa do TSE: O TSE negou as acusações de Shellenberger e afirmou que suas decisões foram tomadas com base na legislação brasileira e com o objetivo de garantir a lisura das eleições.

Contexto:

  • As eleições de 2022 foram marcadas por uma polarização acentuada e por debates acalorados sobre o papel das redes sociais na disseminação de informações falsas e discurso de ódio.
  • O TSE adotou uma postura mais ativa na regulação de conteúdos online durante as eleições, o que gerou críticas de alguns setores da sociedade que consideraram as medidas como censura.
  • Confira a entrevista completa:

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *