O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) participou da Conferência Nacional de Educação (CONAE) de 2024, na Universidade de Brasília (Unb), nesta terça-feira (30). Em seu discurso, o petista voltou a atacar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), criticou o homeschooling, as escolas cívico-militares e as denúncias contra materiais didáticos que promovem a ideologia de gênero e a implantação de banheiros neutros.

Lula também afirmou que a direita “usa a espiritualidade e a boa-fé do nosso povo para fazer política” e que é a pessoa que mais acredita em Deus em todo o mundo.

Ataques a Bolsonaro

Lula começou seu discurso atacando Bolsonaro, dizendo que ele não sabe nem soletrar a palavra democracia. “O que o Bolsonaro sabe é fazer ameaças, é falar em ditadura, é falar em fechamento do Congresso Nacional, é falar em fechar o Supremo Tribunal Federal. Ele não sabe o que é democracia”, disse.

O petista também afirmou que a extrema-direita cresce em todo o mundo por causa das mentiras compartilhadas nas redes sociais. “A extrema-direita cresce no mundo inteiro porque as pessoas acreditam nas mentiras que são contadas nas redes sociais. A gente tem que combater a mentira, a gente tem que combater a desinformação”, afirmou.

Críticas à educação

Lula criticou o homeschooling, as escolas cívico-militares e as denúncias contra materiais didáticos que promovem a ideologia de gênero e a implantação de banheiros neutros.

Sobre o homeschooling, Lula afirmou que a educação deve ser pública e gratuita. “A educação não é privilégio, a educação é direito de todos”, disse.

Sobre as escolas cívico-militares, Lula afirmou que elas são uma forma de militarizar a educação. “A educação não é lugar para militarizar as crianças, a educação é lugar para formar cidadãos”, disse.

Sobre as denúncias contra materiais didáticos que promovem a ideologia de gênero, Lula afirmou que são uma forma de censura. “A gente tem que combater a censura, a gente tem que combater a intolerância”, disse.

Sobre a implantação de banheiros neutros, Lula afirmou que é uma forma de respeitar a diversidade. “A gente tem que respeitar as diferenças, a gente tem que respeitar a diversidade”, disse.

Defesa da espiritualidade

Lula também falou sobre assuntos morais, afirmando que a direita “usa a espiritualidade e a boa-fé do nosso povo para fazer política”.

“A direita usa a religião para fazer política, usa a espiritualidade para fazer política. Isso é uma coisa que eu não aceito”, disse.

O petista também declarou ser a pessoa que mais acredita em Deus em todo o mundo.

“Eu digo sempre que não tem ninguém na face da Terra que possa crer mais em Deus do que eu. Eu tenho uma razão para crer em Deus”, disse.

“Eu saí de onde eu saí, de Caetés, Pernambuco, fugindo da fome em 1952, filho de uma mulher analfabeta que foi para São Paulo tentar salvar os filhos e, chegando lá, encontrou o marido casado com outra com outra penca de filhos”, disse.

“Essa mulher teve a coragem de se separar do marido, sem emprego, com oito filhos pequenos, e foi viver a sua vida de amargura sem se importar que, mesmo no dia que não tivesse comida para gente comer, ela dizia: ‘Hoje não tem, mas amanhã vai ter'”, disse.

“Ontem a gente não tinha democracia, mas hoje a gente tem”, concluiu.

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