Bolsonaro e Michelle decolam para posse de Milei na Argentina

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e sua esposa, Michelle Bolsonaro, decolaram rumo à Argentina nesta quinta-feira (7) a fim de prestigiar a posse do novo chefe do Executivo da Argentina, Javier Milei, marcada para o próximo domingo (10).

A aeronave partiu de Brasília e antes de seguir para o país vizinho fará uma escala em São Paulo. No avião, estão presentes integrantes de sua comitiva formada por deputados, senadores e assessores do ex-presidente, que também assistirão à cerimônia de posse.

A mútua simpatia entre Bolsonaro e Milei é conhecida desde antes do pleito, e quando o argentino foi anunciado vencedor, o brasileiro celebrou:

Parabéns ao povo argentino pela vitória com Javier Milei. A esperança volta a brilhar na América do Sul. Que esses bons ventos alcancem os Estados Unidos e o Brasil para que a honestidade, o progresso e a liberdade voltem para todos nós

Antes de viajar, o ex-presidente comunicou o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A decisão de informar ao ministro sobre a viagem partiu da defesa do político, dando uma resposta em relação às investigações que estão em curso contra ele.

Em atenção às investigações em curso e com profundo respeito a este juízo, o peticionário Jair Bolsonaro vem aos autos informar que estará temporariamente ausente do país no período compreendido entre os dias 7 e 11 de dezembro. A ausência se dará em razão da viagem a Buenos Aires, onde participará da cerimônia de posse de Javier Milei na Presidência da Argentina, a convite do próprio presidente eleito

A viagem de Bolsonaro à Argentina é vista como uma oportunidade para ele estreitar relações com o novo governo argentino e fortalecer a aliança entre os dois países. Milei, que é considerado um representante da extrema direita, é um admirador de Bolsonaro e já manifestou interesse em trabalhar em conjunto com o Brasil em temas como segurança pública e combate à corrupção.

A presença de Bolsonaro na posse de Milei também é um sinal da influência que o ex-presidente ainda exerce na política brasileira. Apesar de ter perdido as eleições presidenciais para Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Bolsonaro ainda é um líder popular, especialmente entre os apoiadores do seu partido, o PL.

Bruno Rigacci

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