Zanin sofre ataques nas redes por votar contra pauta LGBTQIA+

Política Nacional

O novo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Cristiano Zanin, recebeu críticas da militância LGBTQIA+ nas redes sociais após ser o único a votar contra o reconhecimento de atos de homofobia e transfobia como crime de injúria racial. A proposta foi aprovada por nove votos a um na Corte. O ministro André Mendonça, indicado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, se declarou impedido e não votou.

Com essa decisão, condenações por homofobia e transfobia podem ser tipificadas como injúria racial, sujeitas a pena de dois a cinco anos de reclusão, além do pagamento de multa. O STF já havia criminalizado essa prática em 2019, enquadrando-a como crime de racismo.

Cristiano Zanin, a primeira indicação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em seu terceiro mandato, argumentou, em um parecer técnico, que o reconhecimento das ofensas à comunidade LGBTQIA+ como injúria racial não foi o “objeto da demanda e do julgamento” que equiparou o delito ao crime de racismo em 2019.

Nas redes sociais, ativistas LGBTQIA+ criticaram o voto de Zanin, tornando o nome do ministro um dos tópicos mais discutidos no Twitter. Muitos comentários mencionavam que o ministro Kassio Nunes Marques, indicado por Bolsonaro, não votou contra a proposta, ao contrário do que Lula indicou.

Vale ressaltar que essa não foi a primeira vez que Zanin votou contra temas considerados progressistas pela esquerda. Após assumir o cargo no STF, ele também foi criticado por votar a favor de manter a condenação de dois homens que furtaram itens no valor de R$ 100. Zanin citou entendimento da Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) para justificar sua posição.

As decisões e posicionamentos dos ministros do STF frequentemente geram debates intensos e polarizados, refletindo as divergências ideológicas e políticas presentes na sociedade brasileira.

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