A Justiça eleitoral informou nesta terça-feira (26) que está em posse das 225 mil novas urnas eletrônicas, modelo 2020, que serão usadas nas eleições de 2022. Segundo informações do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), essa leva corresponde a 21,6% de todas as 1.042.118 urnas produzidas desde 1996 até hoje. Ou seja, já é maior produção da história.

A empresa responsável pela produção das urnas eletrônicas modelo 2020 é a Positivo, que ganhou a licitação em 2020. O TSE informou que inspecionou a fabricação dos módulos em Manaus, no Amazonas, e acompanhou todas as fases de montagem final e procedimentos de segurança dos equipamentos em Ilhéus, na Bahia. De acordo com o coordenador de Tecnologia Eleitoral da Secretaria de Tecnologia da Informação do TSE, Rafael Azevedo, o processo de fabricação das urnas é mais complexo do que o da maioria dos outros equipamentos eletrônicos para manter a qualidade e a estabilidade do processo de votação.

– O processo de fabricação é mais complexo do que o da maioria dos equipamentos eletrônicos. O nível de qualidade exigido na linha de produção e na auditoria do TSE é maior do que o empregado no mercado de eletrônicos, tudo visando a maior qualidade possível e estabilidade de um processo tão crítico como o de votação. A auditoria do processo de votação por parte dos servidores do TSE é extenuante e demanda um comprometimento grande da equipe durante muitos meses, em revezamento e longe de suas famílias” – afirma o coordenador.

As urnas eletrônicas contarão com novidades em termos de acessibilidade, uma voltada para pessoas com deficiência visual, e outra para pessoas com deficiência auditiva. A sintetização de voz foi aprimorada para as eleições do próximo ano. Agora, também serão falados os nomes de suplentes e vices, e será possível cadastrar um nome fonético. Além disso, será incluída uma apresentação de um intérprete de Libras na tela da urna, para indicar quais cargos estão em votação.

Ainda segundo Azevedo, o empenho de diversas áreas do Tribunal foi essencial para o sucesso da licitação e da efetiva produção das máquinas de votar. Serão disponibilizadas 577 mil urnas aos Tribunais Regionais Eleitorais para serem utilizadas pelo eleitorado que vai às urnas em outubro para a escolha dos novos presidente da República, governadores e senadores, além dos deputados federais, estaduais e distritais.

Atualmente o Brasil tem 577.125 urnas eletrônicas. Nas eleições, serão usados os modelos UE 2020, UE 2015, UE 2013, UE 2011, UE 2010 e UE 2009 e, segundo o TSE, todas mantêm a integridade das eleições. Os modelos anteriores a 2009 já não se adaptam aos novos recursos de tecnologia que foram sendo incorporados ao longo do tempo. É importante lembrar que os modelos antigos são descartados pela Justiça Eleitoral.

AS PRINCIPAIS MUDANÇAS DO MODELO 2020

  • O processador do tipo System on a Chip (SOC) é 18 vezes mais rápido que o modelo 2015;
  • Por não precisar de recarga, a bateria do tipo Lítio Ferro-Fosfato exige menos custos de conservação;
  • A mídia de aplicação do tipo pen drive traz maior flexibilidade logística para os Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) na geração de mídias;
  • A expectativa de duração da bateria é por toda a vida útil da urna;
  • O terminal do mesário passa a ter tela totalmente gráfica, sem teclado físico, e superfície sensível ao toque;
  • O novo modelo conta com um teclado aprimorado, com teclas com duplo fator de contato, o que permite ao próprio teclado acusar erro, caso haja mau contato ou tecla com curto-circuito intermitente.

Fonte: Pleno News