A Polícia Federal pretende ampliar ainda mais a segurança do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante sua campanha para o Planalto. À coluna de Malu Gaspar, agentes e delegados que participam do planejamento disseram que será inevitável aumentar o efetivo em pelo menos 20 ou 30 policiais “dados os riscos envolvidos”.

O alarde com a proteção dos pré-candidatos à Presidência da República, especialmente com Lula, foi elevada após a morte do tesoureiro do PT, Marcelo Arruda, durante seu aniversário de 50 anos, neste sábado (9), em Foz do Iguaçu, no Paraná. O atirador seria um suposto apoiador do presidente Jair Bolsonaro, o que leva as investigações a apontarem para um crime de intolerância política.

Com esse possível acréscimo, o número de policiais protegendo Lula poderá passar dos 55, apesar do PT não ter pedido nenhum reforço oficialmente na segurança por causa do episódio. Hoje são 35 agentes em torno do presidenciável.

Os seguranças vêm aumentando as medidas de proteção a Lula até mesmo dentro de casa e desde antes de o esquema coordenado pela Polícia Federal entrar em funcionamento. Até junho, o petista ainda estava sob os cuidados do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) do Palácio do Planalto, por ser ex-presidente.

A PF classificou os pré-candidatos por uma escala de risco que vai de 0 a 5. Para decidir como distribuir esse efetivo, a PF levará em consideração uma escala de riscos que vai de 1 (menor risco) a 5 (maior risco) elaborada de acordo com o risco de cada candidato e o risco de cada evento da agenda do presidenciável.

Lula e Bolsonaro estão na categoria 5, de risco máximo. Essa análise leva em conta a projeção nacional do político, a situação nas pesquisas, a sua visibilidade e histórico de ameaças, por exemplo. Além dos agentes, vale dizer que a segurança de Lula ainda conta com equipamentos como carros blindados e coletes à prova de balas.

Fonte: Pleno News