Nesta sexta-feira (25), o presidente Jair Bolsonaro (PL) voltou a questionar a lisura das eleições e acenar para a adoção do voto impresso auditável no Brasil. O chefe do Executivo aproveitou para ironizar os ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), chamando-os de “queridos”.

– Não podemos disputar uma eleição com a mínima suspeição de que algo esteja errado. Eu acredito que as eleições sejam limpas e confiáveis. Só podemos disputar eleições dessa maneira, não podemos aceitar. Queremos eleições limpas, e tenho certeza que temos com o que colaborar com o TSE, com o nosso querido Alexandre de Moraes, o querido (Luís Roberto) Barroso e o querido (Edson) Fachin, para que isso aconteça. Tenho certeza que do fundo do coração deles, eles querem isso – disse o presidente, após dizer que “o voto tem que ser contado”.

As falas de Bolsonaro foram durante seu discurso em uma cerimônia mais cedo no Palácio do Planalto.

– Aqui não é uma disputa de campeonato de futebol, onde já vimos uma grande torcida falar: “Olha, foi gol de mão, mas com gol de mão é mais gostoso”. Para eleições, não vale isso não. Vale a seriedade, vale a transparência e vamos perder ou ganhar dentro das quatro linhas. Agora, quem está dentro das quatro linhas, não admite sair dela, tem obrigação, obrigação de fazer quem está das quatro linhas vir para dentro de campo – continuou.

Em uma crítica indireta ao STF, o chefe do Executivo também voltou a afirmar que o Brasil conheceu a ditadura “de outras formas”, como “censura em redes sociais”.

– Quem são os censores? Escolhidos por que critério? Estão a serviço de quem? Querem prejudicar a quem? – perguntou o chefe do Executivo na cerimônia.

O presidente ainda disse que o evento do PL (Partido Liberal) deste domingo (27) será a sua filiação.

– Tomar cuidado com a propaganda política como se tivesse cancelado o evento do próximo domingo, está mantido o evento da pré-candidatura aqui em Brasília – declarou.

*Com informações da AE

Fonte: Pleno News