Nesta quinta-feira (3), o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva comentou a invasão da Ucrânia pela Rússia e acabou por incluir os Estados Unidos (EUA) no conflito. A declaração foi dada durante um evento na Câmara dos Deputados do México e trata da possibilidade de a Ucrânia ingressar na Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).

– É inadmissível que um país se julgue no direito de instalar bases militares em torno de outros países. É absolutamente inadmissível que um país reaja invadindo outro país – apontou o petista.

O ataque da Rússia à Ucrânia ocorreu na madrugada do dia 24 de fevereiro. O anúncio da “operação militar no leste da Ucrânia” foi feito pelo presidente russo, Vladimir Putin, em um discurso transmitido na televisão. De acordo com ele, o objetivo era “proteger as pessoas que são submetidas a abusos, genocídio de Kiev durante oito anos”, e, para isso, ele buscaria “desmilitarizar e desnazificar a Ucrânia e levar à Justiça aqueles que cometeram vários crimes sangrentos contra pessoas pacíficas, incluindo cidadãos russos”.

Durante o evento, Lula afirmou sempre preferir a “convivência harmônica”.

– É sempre importante ressaltar nossa opção pela convivência harmônica, sobretudo no momento em que assistimos ao desenrolar de mais uma guerra, dessa vez no leste europeu, envolvendo a Rússia, os Estados Unidos e a Ucrânia (…) É inadmissível que em plena 2ª década do século 21 alguns líderes insistem em se comportar como nossos antepassados na pré-história, quando não existia diplomacia e a única lei em vigor era a lei do mais forte – destacou.

O petista ainda disse ser contra todas as guerras.

– Sou, e serei, contra todas as guerras e contra toda e qualquer invasão de um país por outro. Seja no Oriente Médio, na Europa, na América Latina no Caribe e na África, ou em qualquer lugar do planeta Terra – ressaltou.