Nesta sexta-feira (3), o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a abertura de um inquérito contra Jair Bolsonaro por uma fala realizada pelo presidente em outubro. Na ocasião, ele divulgou uma notícia que associava a vacina contra a Covid-19 à Aids, doença transmitida pelo vírus HIV.

A decisão de Moraes atendeu a um pedido feito pelo senador Omar Aziz (PSD-AM) quando presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid.

A referida matéria citada pelo presidente falava especificamente sobre um estudo feito no Reino Unido. Bolsonaro disse que não leria a íntegra da notícia para não sofrer sanções das redes sociais.

– Relatórios oficiais do governo do Reino Unido sugerem que os totalmente vacinados (15 dias após a segunda dose) estão desenvolvendo a Síndrome de Imunodeficiência Adquirida (Aids) muito mais rápido que o previsto. Recomendo que leiam a matéria. Não vou ler aqui porque posso ter problemas com a minha live – disse o presidente na ocasião.

Em sua decisão, Moraes afirmou que “não há dúvidas de que as condutas noticiadas do Presidente da República, no sentido de propagação de notícias fraudulentas acerca da vacinação contra o Covid-19 utilizam-se do modus operandi de esquemas de divulgação em massa nas redes sociais”.

O despacho do ministro pode ser visto aqui.

REPERCUSSÃO
Na época, a fala de Bolsonaro gerou críticas de opositores e levou o Facebook e o Instagram a retirarem do ar a transmissão. Diante disso, o presidente se explicou durante a entrevista a uma rádio.

– Foi a própria Exame que falou da relação de HIV com vacina. Eu apenas falei sobre a matéria da Revista Exame. E, dois dias depois, a Exame me acusa de ter feito fake news sobre HIV e vacina. A gente vive com isso o tempo todo. Se for pegar certos órgãos de impressa, são fábricas de fake news – destacou.

Fonte: Pleno News