O vice-presidente Hamilton Mourão (PRTB) defendeu, nesta quinta-feira (4), a gestão do presidente Jair Bolsonaro em meio à pandemia, e disse que, apesar de o chefe do Executivo “falar muita coisa”, ele “não age como fala”. A exemplo, o general afirmou que, embora o presidente não tenha se vacinado contra a Covid-19, ele se empenhou pela distribuição de imunizantes no Brasil.

– O presidente fala muita coisa, mas não age como fala. Por exemplo, sobre vacina. Ele vai contra o que fala, porque compra e distribui vacina. Como diz o imperador romano Marco Aurélio, no livro Meditações, as ações não correspondem às palavras – declarou ele, em entrevista ao jornal O Globo.

Mourão criticou os trabalhos da CPI da Covid-19, e classificou como “forçação de barra” atribuir a culpa das 600 mil mortes por coronavírus ao presidente.

– Foram seis meses de desgaste, mas acho que a CPI não trabalhou corretamente. Os interrogatórios foram mal conduzidos e atribuem ao presidente crimes que eu não concordo. É uma forçação de barra chamar Bolsonaro de genocida e difusor da pandemia.

O vice ainda declarou que sua relação com o chefe do Planalto melhorou após alguns atritos. Segundo ele, “o presidente entendeu” que tem a sua “lealdade”.

– Temos mantido contato. Antes de ele embarcar para a reunião do G20, na Itália, fui até a base aérea para me despedir. Na volta, não fui recebê-lo, porque era muito cedo. Bolsonaro tem me dado funções de peso no âmbito da política externa. Na semana que vem, representarei o Brasil na posse do presidente eleito de Cabo Verde – destacou.

Fonte: Pleno News