O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou um pedido apresentada pela defesa do ex-deputado Roberto Jefferson para que ele fosse transferido a um hospital particular no Rio de Janeiro. Moraes, no entanto, liberou a visita de médicos particulares ao presidente nacional do PTB.

No domingo (24), Roberto Jefferson voltou a ser internado no hospital do presídio de Bangu 8, no Rio de Janeiro. Ele apresentou febre de 39°C, taquicardia de 110 bpm, dor no fígado, baixa pressão, além de acúmulo de líquido nas pernas. Diante do quadro, seus advogados afirmaram que ele corria “grave risco de vida” e pede ao Supremo Tribunal Federal (STF) a sua transferência imediata para um hospital particular na Barra da Tijuca.

Ao negar no pedido, no entanto, Moraes afirmou que “não há qualquer elemento que indique a necessidade de transferência da unidade prisional para hospital particular”. O ministro ressaltou também que, “neste momento, verifica-se a plena capacidade do hospital penitenciário em fornecer o tratamento adequado ao preso, não havendo qualquer comprovação de que o seu estado de saúde exija nova saída do estabelecimento prisional”.

Além disso, também afirmou que um laudo médico da Secretaria de Administração Penitenciária enviado ao Supremo mostrou a “absoluta normalidade da situação médica do preso”. No entanto, Alexandre de Moraes disse que “no que diz respeito ao requerimento de visita dos médicos particulares de ROBERTO JEFFERSON MONTEIRO FRANCISCO, não há óbice ao seu deferimento, desde que em estrita observâncias às regras de ingresso no estabelecimento prisional”.

Em setembro, o ex-parlamentar internou-se no Hospital Samaritano Barra, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, e só retornou ao presídio no dia 14 de outubro após alta médica.

Ele apresentava quadro de infecção urinária e dores na lombar, e precisou de um cateterismo para desobstruir uma artéria.

Jefferson está preso desde o dia 13 de agosto, por determinação do ministro Alexandre de Moraes, no âmbito do inquérito sobre suposta milícia digital que atentaria contra a democracia.

Fonte: Pleno News