Depois de convidar o influenciador Felipe Neto para debater sobre liberdade de expressão, a Open Society Foundations, instituição criada pelo bilionário George Soros, dessa vez escolheu o médico Drauzio Varella para um de seus debates virtuais. O tema escolhido para a conversa, transmitida em uma live realizada na última quarta-feira (20), foi a política de drogas no Brasil.

Com argumentos que são utilizados com frequência por políticos e movimentos de esquerda para defender a legalização de drogas no país, Drauzio Varella afirmou que “a dependência de drogas é um problema médico, não de polícia” e que a política de drogas atual “só aumenta a pressão contra os mais pobres e negros”.

– Temos um conhecimento medíocre porque tratamos como caso de polícia, quando é uma situação médica. Ficamos na briga policial e não aprendemos a tratar as pessoas, sem literatura suficiente para isso. E vamos adiando, sem uma solução possível. Insistimos em um caminho que sabemos que deu errado – disse.

O médico ainda chamou a estratégia atual contra as drogas de “uma estupidez coletiva que vem de um raciocínio simplista da sociedade” e disse rejeitar debates que misturam o “uso medicinal” da maconha com o chamado “uso recreativo”, que, segundo ele, seriam coisas “completamente diferentes”.

– Uma coisa é fumar baseado para curtir um barato; pesquisa medicinal é outra completamente diferente. As pesquisas de produtos naturais são uma área muito bem estabelecida. A maconha medicinal tem enorme potencial, produzindo substâncias muito interessantes, como para controlar convulsões epilépticas. Esse debate não pode ser misturado – completou.

A Open Society é uma das maiores fundações sem fins lucrativos do mundo. Criada em 1984 pelo magnata George Soros, a entidade é conhecida por defender temas como a legalização das drogas e do aborto. A organização também diz financiar projetos que “promovam os direitos em áreas como o reconhecimento legal da fluidez de gênero”.

No Brasil, a Open Society é responsável por financiar centenas de ONGs e entidades. Segundo um levantamento do portal Gazeta do Povo, a empresa investiu mais de R$ 160 milhões em projetos que apoiam o aborto, a legalização das drogas, o fim do encarceramento em massa e até a Fundação FHC, do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.

Fonte: Pleno News