Senadores do grupo que é maioria na CPI da Covid-19 no Senado, o chamado G7, relataram que a forma como Renan Calheiros (MDB-AL) fez a condução de seu relatório final “isolou” o relator do colegiado e “fragilizou” o documento, que tem leitura prevista para a quarta-feira desta semana (26). O posicionamento foi revelado pelo colunista Igor Gadelha, do site Metrópoles.

De acordo com o jornalista, senadores do G7 criticaram Renan, em conversas reservadas neste domingo (17), por ter “centralizado” a elaboração do parecer final e por ter “vazado” alguns trechos do documento antes mesmo de apresentar aos colegas aliados na CPI.

Próximo da finalização dos trabalhos da comissão, o relator passou a enfrentar resistência no G7 ao pedido de indiciamento do presidente Jair Bolsonaro por “genocídio de indígenas”. Esse posicionamento contrário a Renan vem, por exemplo, do próprio presidente do colegiado, Omar Aziz (PSD-AM), e do líder do MDB no Senado, Eduardo Braga (AM).

Parte do G7 também é contra a ideia de Renan de pedir o indiciamento dos filhos de Bolsonaro. Para um dos parlamentares, de acordo com o jornalista, o relator estaria “forçando a barra” ao querer indiciar Flávio, Carlos e Eduardo Bolsonaro.

Diante das discordâncias, senadores aliados ao relator já preparam emendas para alterar o parecer final durante a votação do documento, prevista para 26 de outubro. Um dos que deve pedir mudanças no texto de Renan é o próprio Eduardo Braga, responsável por indicar Renan para a relatoria.

Fonte: Pleno News