Mendonça atinge diretor da PF, tira o sono de Toffoli e o “sistema” começa a desmoronar
Um novo terremoto sacode as estruturas de poder em Brasília, e desta vez o abalo sísmico tem origem direta na caneta do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). Em um movimento cirúrgico e implacável, Mendonça mirou no alto escalão da Polícia Federal, atingindo em cheio um diretor estratégico da corporação. A decisão não apenas freou o que muitos viam como uma instrumentalização política da instituição, mas também tirou o sono do ministro Dias Toffoli.
Para os observadores mais atentos do xadrez político da capital, a ofensiva de Mendonça representa muito mais do que um mero despacho judicial. É um recado claro de que a blindagem outrora garantida aos operadores do chamado “sistema” está rachando de forma acelerada.
O xeque-mate na cúpula da PF
A atuação de Mendonça vem como uma resposta dura a manobras nos bastidores que visavam utilizar a Polícia Federal como braço armado para perseguições e proteção de interesses pouco republicanos. Ao exigir transparência, frear abusos de autoridade e cobrar explicações diretas do diretor da PF envolvido, Mendonça impôs um limite inédito àqueles que se acostumaram a operar nas sombras.
A medida causou pânico imediato na cúpula, pois quebra a narrativa de que a Polícia Federal estaria agindo de forma unânime e incontestável sob as ordens de uma ala específica do Judiciário. A canetada do ministro expôs as engrenagens e mostrou que há resistência interna e controle de legalidade sendo restabelecido.
O desespero de Toffoli
O impacto, no entanto, não parou na sede da Polícia Federal. Nos corredores do Supremo, o clima no gabinete do ministro Dias Toffoli é descrito como de absoluta tensão. A ligação estreita entre Toffoli e as alas atingidas pela decisão de Mendonça não é segredo em Brasília.
A preocupação central é o temido “efeito dominó”. Com o diretor da PF sob escrutínio e com a caneta de Mendonça agindo sem amarras políticas, Toffoli vê seu raio de influência e proteção diminuir drasticamente. Há o temor de que, ao puxar o fio das irregularidades na condução de inquéritos e operações, a investigação chegue a gavetas que muitos preferiam manter trancadas para sempre.
O castelo de cartas desmorona
O que se assiste hoje no Brasil é o início do colapso de uma engrenagem que, por muito tempo, se julgou intocável. O “sistema” — composto por alianças de conveniência entre setores do Judiciário, políticos investigados e forças aparelhadas — encontra agora um obstáculo intransponível na postura de ministros que se recusam a participar do jogo viciado.
A coragem de enfrentar os donos do poder mostra que o castelo de cartas está desmoronando. A sociedade, que assiste a tudo de perto, percebe que a impunidade e o abuso de poder já não encontram o terreno fértil de antes. O cerco está se fechando, e a insônia em Brasília deve durar muito tempo.





