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Mendonça versus Alcolumbre: A hora do acerto de contas

Brasília é conhecida por ser o palco onde a política e a memória andam de mãos dadas, e as faturas, invariavelmente, chegam. Agora, os holofotes se voltam para um dos embates mais aguardados e…
Mendonça versus Alcolumbre: A hora do acerto de contas

Brasília é conhecida por ser o palco onde a política e a memória andam de mãos dadas, e as faturas, invariavelmente, chegam. Agora, os holofotes se voltam para um dos embates mais aguardados e emblemáticos dos bastidores do poder: o inevitável choque de forças entre o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, e o senador Davi Alcolumbre (União-AP).

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Para entender a tensão atual que paira sobre a capital federal, é preciso refrescar a memória. O Brasil inteiro assistiu com indignação quando Alcolumbre, blindado na presidência da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, sentou em cima da indicação de Mendonça para a Suprema Corte. Foram quase cinco meses de um boicote sem precedentes, numa tentativa arrogante de desgastar a imagem do indicado e forçar um recuo na escolha do ministro “terrivelmente evangélico”.

A roda girou

Mendonça resistiu às pressões, suportou a humilhação imposta pelo senador, foi aprovado e vestiu a toga. Alcolumbre, por sua vez, continuou suas tradicionais manobras políticas no Congresso, visando sempre a manutenção e expansão de seu feudo e influência. No entanto, a roda da política gira implacavelmente.

Hoje, é André Mendonça quem ostenta o peso da caneta na mais alta Corte do país. Do outro lado, Alcolumbre precisa navegar em águas cada vez mais turbulentas, repletas de investigações, denúncias e articulações desesperadas para tentar retomar o comando absoluto do Senado Federal.

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O peso da Justiça

A “hora do acerto de contas” descrita nos corredores de Brasília não significa uma vingança pessoal de Mendonça — que tem pautado sua atuação na Corte pela discrição e pelo rigor técnico —, mas sim o desespero de políticos que sempre se acharam acima do bem e do mal. O temor de Alcolumbre e de seus aliados é evidente: qualquer processo, inquérito ou decisão estratégica que caia nas mãos do ministro e que envolva os interesses desse grupo político será tratado com a frieza da lei. Exatamente o rigor que o senador tentou evitar ao boicotar a sua nomeação lá atrás.

Fontes do Congresso relatam que a apreensão no entorno de Alcolumbre é palpável. O ministro do STF conhece profundamente as engrenagens jurídicas do país e se tornou um obstáculo real para os planos de impunidade e poder da velha política.

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O embate silencioso entre os dois é o retrato perfeito do choque entre os velhos caciques das barganhas e o peso da justiça institucional. O Brasil, que não esqueceu o que aconteceu na CCJ, agora observa atentamente. O recado está dado: no xadrez de Brasília, a conta, mais cedo ou mais tarde, sempre chega para ser paga.

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