General tenta a última “cartada” antes do julgamento

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifeste sobre o pedido de revogação da prisão do general Walter Souza Braga Netto, ex-ministro da Defesa e ex-candidato a vice-presidente na chapa de Jair Bolsonaro (PL) em 2022.

A decisão foi proferida na quinta-feira (28/8), e o despacho concede cinco dias para que a PGR apresente um parecer oficial. Esta é a terceira tentativa da defesa de obter a soltura do general, que está preso desde dezembro de 2024.

Segundo os advogados, “não há absolutamente nenhuma razão idônea” para manter Braga Netto em regime fechado. A defesa sustenta que a medida cautelar é excessiva e desproporcional:

“Evidencia-se que a manutenção de uma medida cautelar mais severa – a mais severa de todas – é inadmissível”, alegam os representantes do general no pedido.

As duas tentativas anteriores de revogação da prisão foram negadas tanto por Alexandre de Moraes quanto pela própria PGR.

Acusações contra Braga Netto

Braga Netto foi preso sob suspeita de tentar interferir na delação premiada de Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, apontado como peça-chave nas investigações sobre a suposta tentativa de golpe após as eleições de 2022.

De acordo com a PF, o general teria atuado como um dos articuladores centrais da suposta trama golpista para impedir a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em janeiro de 2023.

Julgamento se aproxima

A movimentação ocorre às vésperas do início do julgamento do chamado “núcleo central” da trama investigada. O ministro Cristiano Zanin, presidente da Primeira Turma do STF, convocou sessões extraordinárias para os dias 2, 3, 9, 10 e 12 de setembro, todas pela manhã, além de uma sessão especial à tarde no dia 12. As sessões ordinárias nos dias 2 e 9, entre 14h e 19h, também estão mantidas.

O julgamento é aguardado com grande expectativa e deve reunir elementos centrais sobre a suposta tentativa de subversão da ordem constitucional no período pós-eleitoral de 2022.

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Bruno Rigacci

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