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Gonet diz “não” para policiais dentro da casa de Bolsonaro, mas faz sugestão absurda

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, reconheceu em despacho recente que há “risco concreto de fuga” do ex-presidente Jair Bolsonaro, mas descartou medidas mais severas como a presença de policiais federais no interior da…
Gonet diz “não” para policiais dentro da casa de Bolsonaro, mas faz sugestão absurda

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, reconheceu em despacho recente que há “risco concreto de fuga” do ex-presidente Jair Bolsonaro, mas descartou medidas mais severas como a presença de policiais federais no interior da residência do ex-mandatário.

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Apesar da avaliação de risco, Gonet defendeu medidas consideradas por muitos como brandas, sugerindo apenas o monitoramento externo da casa, incluindo acessos ao condomínio e áreas públicas adjacentes, como ruas e entradas. Segundo ele, não haveria justificativa para interferência direta no interior do imóvel, argumentando que é necessário respeitar o “direito à privacidade”.

“Observo que não se aponta situação crítica de segurança no interior da casa. […] Certamente, porém, que há se ponderar a expectativa de privacidade também nesses espaços”, escreveu Gonet no despacho.

Minuta de asilo político e histórico de busca por abrigo

A preocupação da Polícia Federal, destacada pela PGR, inclui elementos que indicariam intenção de fuga. Entre eles, uma minuta de pedido de asilo político ao presidente da Argentina, Javier Milei, além do histórico de Bolsonaro em buscar refúgio diplomático, como quando pernoitou na embaixada da Hungria, em Brasília, durante investigações em curso.

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Mesmo assim, Gonet optou por uma abordagem considerada por analistas como leniente, sugerindo alternativas de vigilância como monitoramento visual remoto em tempo real, mas sem gravação – o que levanta questionamentos sobre sua efetividade e transparência.

Críticas e reações

As sugestões causaram repercussão imediata nas redes sociais, onde internautas e comentaristas políticos classificaram as medidas como “inacreditáveis” e insuficientes, especialmente frente ao risco apontado pela própria PF. A oposição ao governo atual também acusa o sistema judicial de trato desigual, comparando o tratamento dado a Bolsonaro com a rigidez aplicada a outros investigados no país.

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Por ora, o Supremo Tribunal Federal ainda irá deliberar sobre as recomendações da PGR. Bolsonaro segue em liberdade, sob vigilância limitada, mas alvo de múltiplos inquéritos relacionados a suspeitas de golpe, falsificação de cartão de vacina, e uso da máquina pública para fins eleitorais.

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