Ministro justifica suspensão de voos da Voepass: ‘medida necessária’
O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, se manifestou nesta terça-feira (11) sobre a decisão da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) de suspender temporariamente as operações da companhia aérea Voepass. A medida foi tomada pela agência devido a não conformidades nos sistemas de gestão da empresa, que precisam ser corrigidas para que ela possa retomar suas atividades com segurança. A suspensão, que tem validade até que a Voepass comprove a correção das irregularidades, gerou reações de autoridades e da própria companhia.
A Medida da Anac e o Contexto da Decisão
Segundo o ministro Silvio Costa Filho, a decisão da Anac foi uma “medida necessária” para garantir a segurança operacional e a fortalecimento da governança da Voepass. O Ministério de Portos e Aeroportos vinha acompanhando a situação da empresa de perto, e o foco da suspensão é assegurar que a companhia faça as devidas correções e garanta que as falhas não se repitam.
Histórico de Incidentes e Fiscalização
A Voepass, que opera no Brasil com uma frota composta por seis aeronaves, é uma fusão entre as empresas Passaredo Transportes Aéreos e Map Linhas Aéreas. A companhia tem voos comerciais e contratos de fretamento em 15 localidades diferentes. No entanto, a empresa se tornou alvo de uma fiscalização rigorosa da Anac após um grave acidente aéreo ocorrido em agosto do ano passado, na cidade de Vinhedo (SP), que resultou na morte de 62 pessoas.
Após o acidente, a Anac realizou uma série de vistorias, resultando em exigências de correções, como redução da malha aérea, aumento do tempo de solo para manutenção, troca de administradores e ajustes nos processos de manutenção. No entanto, uma nova auditoria realizada no final de fevereiro de 2025 revelou que a eficiência do sistema de gestão da empresa havia se deteriorado, e a Voepass não havia cumprido com as exigências feitas pela agência.
Descumprimento das Exigências e Quebra de Confiança
A não conformidade sistemática e a recorrência de falhas nos processos internos da Voepass levaram à quebra de confiança em relação à capacidade da empresa de operar com a devida segurança. Segundo a Anac, isso justifica a decisão de suspender as operações da companhia até que as melhorias sejam comprovadas.
Essa situação gerou um grande impacto para os passageiros da aviação regional, que agora enfrentam o desafio de encontrar alternativas para as viagens programadas com a Voepass. A Anac orienta que os passageiros afetados pelos voos cancelados procurem a empresa ou a agência de viagens responsável para realizar o reembolso ou reacomodação em voos de outras companhias aéreas.
A Resposta da Voepass
Em resposta à suspensão, a Voepass emitiu uma nota oficial afirmando que foi devidamente notificada pela Anac sobre a suspensão das operações e que está trabalhando para comprovar sua capacidade de atender aos padrões de segurança exigidos pela agência. A companhia destacou que sua frota é aeronavegável e reforçou o impacto negativo da decisão, especialmente para os passageiros da aviação regional.
A Voepass também se comprometeu a retomar as operações o mais rápido possível, garantindo que os clientes afetados serão atendidos conforme as regras da Anac.
O Impacto e o Futuro da Voepass
O episódio coloca um grande desafio para a Voepass, uma vez que a recuperação da confiança tanto das autoridades quanto dos passageiros será um processo longo. A empresa, com seu foco na aviação regional, enfrenta um cenário complicado, mas tem a chance de provar que pode operar de forma segura e em conformidade com as exigências da Anac. O futuro da companhia dependerá da capacidade de corrigir as falhas apontadas pela agência e de retomar a operação com a segurança necessária para evitar novos incidentes.
Enquanto isso, os passageiros afetados pela suspensão precisam buscar soluções alternativas, com a Anac garantindo apoio durante o processo de reacomodação ou reembolso.
O caso serve de alerta para a aviação civil brasileira, destacando a importância de uma gestão eficiente e de normas de segurança rigorosas para evitar tragédias e garantir a confiança do público.