Lula compara abrigos no RS com uma “espécie de paraíso”

Política Nacional

Em uma recente fala que gerou debates, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva caracterizou os centros de acolhimento no Rio Grande do Sul como um refúgio para aqueles desabrigados pelas inundações. Na quarta-feira, durante sua visita ao estado, ele expressou sua preocupação com as famílias afetadas.

“Começo a pensar nessas pessoas. Mulheres com filhos, mães solteiras com dois ou três filhos, que perderam suas pequenas casas. O que esperam? Quando as águas baixarem, para onde voltarão? O lugar onde moravam não existe mais, ou se existe, está quase inabitável. Assim, os abrigos acabam sendo, de certa forma, um refúgio,” disse o presidente.

Ele também comentou sobre a assistência disponível nos abrigos: “Sem ter para onde ir, pelo menos estou seguro aqui, recebendo comida, água, cuidados médicos e apoio social. Mas o que acontecerá depois? Quando o prefeito disser que as águas baixaram e a cidade está limpa, para onde as pessoas voltarão? Alguns terão um lar para retornar, outros se perguntarão: ‘Que lar?’”

Além disso, o presidente expressou surpresa com a diversidade étnica no estado: “Disse à Janja no domingo que é impressionante a quantidade de pessoas negras no Rio Grande do Sul. Vi muitas pessoas no Fantástico e pensei: ‘Isso não pode ser verdade.’”

Durante sua estadia em São Leopoldo, o presidente prometeu que todos os que perderam suas casas terão um novo lar. Ele esteve na região acompanhado de dez ministros, do presidente do Supremo Tribunal Federal, Roberto Barroso, e da primeira-dama, Janja.

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