Boulos defende gestão igualitária, mas paga salário maior a homens

Apesar de prometer que terá metade de seu secretariado feminino caso seja eleito prefeito de São Paulo, o deputado federal Guilherme Boulos (PSOL) sequer cumpre o equilíbrio entre homens e mulheres em seu gabinete na Câmara dos Deputados, onde, além de estarem em maior quantidade, os homens tem média salarial maior.

No último dia 8 de março, Dia Internacional da Mulher, Boulos disse em um discurso junto de sua vice na chapa, a ex-prefeita Marta Suplicy (PT), que promoveria uma igualdade de gênero nas secretarias e que também faria uma equiparação salarial entre homens e mulheres.

– Temos que trazer pontos da igualdade salarial entre homens e mulheres. Aqui em São Paulo, com a gente governando, vai ter que pegar a lei da igualdade salarial – declarou.

Na prática, porém, o gabinete de Boulos na Câmara dos Deputados não traz a igualdade defendida pelo político. Segundo informações do portal da Casa, o parlamentar possui atualmente 15 assessores, sendo nove homens e seis mulheres.

Na parte salarial, o desequilíbrio também prevalece, o que novamente contradiz o discurso do deputado. Segundo cálculo do site Metrópoles, a média salarial dos servidores homens do gabinete de Boulos em janeiro deste ano foi de R$ 8,6 mil, enquanto que das mulheres foi de R$ 6,8 mil. A média em geral foi de R$ 7,4 mil.

Atualmente, cada deputado possui uma verba de gabinete de R$ 125,4 mil destinada ao pagamento de salários dos secretários parlamentares, que são os funcionários que não precisam ser servidores públicos e são escolhidos diretamente pelo parlamentar.

Na definição dos salários dos assessores, que são fixados com base em um tabela da Câmara, os congressistas têm a prerrogativa de aumentar em 100% os ganhos dos assessores a título de gratificação de representação de gabinete, limitado ao máximo da verba que possuem para remuneração.

No caso de Boulos, porém, sequer esse aumento é aplicado de maneira igualitária: seis homens recebem mais do que o salário base dentro do gabinete do psolista, mas apenas três mulheres são bonificadas.

*Pleno News

Bruno Rigacci

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