O ex-presidente Jair Bolsonaro busca recuperar seu passaporte para realizar uma viagem a Israel, movido por um conjunto de motivações interligadas:

1. Restaurar a Imagem do Brasil no Exterior:

  • Reparação do Dano Diplomático: A fala do atual presidente Lula comparando o conflito entre Israel e Palestina ao Holocausto causou grande repercussão negativa, gerando indignação no governo israelense e críticas de diversos setores da comunidade internacional.
  • Reforço da Tradição Diplomática Brasileira: Bolsonaro busca retomar a postura histórica do Brasil de amizade e respeito por Israel, reconhecendo a importância do país no cenário geopolítico global e suas relações estratégicas com o Brasil.
  • Representação do Equilíbrio e Pluralidade: A viagem de Bolsonaro demonstra a diversidade de visões existentes no Brasil sobre o conflito, contrapondo-se à visão de Lula e evidenciando a pluralidade de opiniões na sociedade brasileira.

2. Demonstrar Diferenças de Posicionamento:

  • Contraponto à Narrativa de Lula: Bolsonaro pretende se apresentar como o líder que defende Israel e seus interesses, contrastando com a postura de Lula, vista por muitos como mais crítica ao país.
  • Fortalecimento da Base de Apoio: A viagem consolida a imagem de Bolsonaro como defensor dos valores conservadores e do Estado de Israel, reforçando sua base de apoio entre os setores religiosos, pró-Israel e de direita no Brasil.
  • Ampliação do Capital Político: A projeção internacional de Bolsonaro como líder engajado na defesa de Israel pode fortalecer sua posição no cenário político nacional e internacional, ampliando seu capital político e influência.

3. Fortalecimento de Laços e Busca por Apoio:

  • Reuniões Estratégicas: A agenda de Bolsonaro inclui encontros com autoridades israelenses e líderes da direita de outros países, como Estados Unidos, Hungria e Espanha, visando estreitar laços políticos e fortalecer parcerias estratégicas em áreas de interesse mútuo.
  • Ampliação da Rede de Aliados: A viagem permite a Bolsonaro buscar o apoio de líderes internacionais de direita, consolidando sua posição como liderança global nesse campo ideológico e expandindo sua rede de influência.
  • Alinhamento com o Governo Trump: A presença de Bolsonaro em Israel pode ser vista como uma forma de aproximação com o ex-presidente americano Donald Trump, figura com a qual ele possui afinidade política e ideológica.

4. Expressão de Solidariedade e Apoio:

  • Manifestação de Empatia: Bolsonaro pretende manifestar sua solidariedade ao povo e governo israelenses em um momento de tensão e conflito com os palestinos.
  • Reconhecimento do Direito à Autodefesa: A viagem reforça o apoio de Bolsonaro ao direito de Israel de se defender contra ataques e garantir a segurança de seus cidadãos.
  • Repúdio ao Terrorismo: Bolsonaro se coloca como um líder que combate o terrorismo e defende a paz na região, condenando os ataques realizados por grupos palestinos contra Israel.

Detalhes da Agenda Prevista:

  • Reuniões de Alto Nível: A agenda inclui encontros com o presidente de Israel, Isaac Herzog, o primeiro-ministro Yair Lapid, e outras autoridades de alto escalão do governo israelense.
  • Diálogos com Líderes da Direita: Reuniões com líderes de direita de outros países estão previstas, como o ex-presidente americano Donald Trump, o primeiro-ministro húngaro Viktor Orbán, e o líder do partido Vox da Espanha, Santiago Abascal.
  • Visitas Simbólicas: A agenda pode incluir visitas a locais religiosos e históricos importantes para o judaísmo, como o Muro das Lamentações e o Yad Vashem, o memorial do Holocausto em Jerusalém.
  • Datas Definidas: As datas de ida e volta da viagem já estão definidas, demonstrando o planejamento e a organização prévios da agenda.

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