Presidente da Guiana relata apoio de Lula em atrito com Venezuela

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A Guiana e a Venezuela disputam o território de Essequibo, uma região de 160 mil quilômetros quadrados que corresponde a dois terços da área da Guiana. A disputa é antiga e complexa, e se intensificou nos últimos anos, após a descoberta de grandes reservas de petróleo na região.

A Venezuela alega que o território de Essequibo é seu por direito histórico, pois a região fazia parte de suas fronteiras durante o período colonial espanhol. A Guiana, por sua vez, defende que o território é seu por direito legal, pois foi adjudicado a ela por um tribunal internacional em 1899.

A disputa ganhou nova relevância em 2015, quando a empresa americana ExxonMobil descobriu grandes reservas de petróleo na região. A descoberta agravou as tensões entre os dois países, que agora se encontram em um impasse.

Em 2022, a Guiana recorreu à Corte Internacional de Justiça (CIJ) para resolver a disputa. A Venezuela, no entanto, não reconhece a jurisdição da corte.

Diante do impasse, os ministros da Defesa e das Relações Exteriores de todos os países sul-americanos, incluindo representantes de Georgetown e Caracas, se reuniram esta semana em Brasília. O chanceler brasileiro Mauro Vieira, o anfitrião do encontro, relatou que os delegados da Guiana e da Venezuela apresentaram suas posições, e os outros países os pediram para chegarem a um entendimento por meio de canais diplomáticos e resolverem suas disputas pacificamente.

É possível que o conflito continue por um longo tempo, com consequências imprevisíveis para a região. A disputa pode levar a um aumento das tensões entre os dois países, com potencial para conflitos armados. Além disso, a disputa pode dificultar o desenvolvimento econômico da região, pois os investidores estrangeiros podem se sentir desconfortáveis em investir em uma região com um conflito territorial em andamento.

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