Moraes manda soltar mais um preso pelos atos de 8 de janeiro

Política Nacional

A decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), de soltar o réu Geraldo Filipe da Silva, um dos presos pelos atos radicais de 8 de janeiro, é um sinal de que a Justiça está começando a reconhecer a falta de provas contra os manifestantes.

No caso de Geraldo, a Procuradoria-Geral da República (PGR) havia enviado ao Supremo parecer pela absolvição do réu por falta de provas. O subprocurador Carlos Frederico Santos, relator do caso, entendeu que não há provas de que Geraldo tenha integrado a associação criminosa, seja se amotinando no acampamento erguido nas imediações do QG do Exército, seja de outro modo contribuindo para a execução ou incitação dos crimes e arregimentação de pessoas.

A decisão de Moraes é uma vitória para a defesa de Geraldo, mas também representa um importante precedente para os demais réus presos pelos atos de 8 de janeiro. Se a Justiça continuar a reconhecer a falta de provas contra os manifestantes, é possível que muitos deles sejam absolvidos.

No entanto, é importante ressaltar que a decisão de Moraes não é definitiva. A defesa de Geraldo ainda pode recorrer da decisão ao plenário do STF.

A morte do réu Cleriston Pereira da Cunha, que também foi preso pelos atos no Distrito Federal, é um trágico acontecimento que deve ser investigado. Cleriston morreu após um mal súbito na penitenciária da Papuda, em Brasília.

Antes da morte, a defesa de Cleriston pediu liberdade a Moraes e citou parecer favorável da PGR favorável à soltura. No entanto, o pedido de soltura nunca foi analisado.

A morte de Cleriston levanta a suspeita de que ele tenha sido vítima de um possível excesso da força por parte da polícia. É importante que as autoridades investiguem o caso para esclarecer as circunstâncias da morte do réu.

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