Apesar de o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ter prometido, ao assumir a chefia do Executivo, trazer mais recursos para o setor de pesquisas, seu governo parece seguir no caminho inverso ao bloquear em agosto nada menos que R$ 86 milhões da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), responsável pelos cursos de pós-graduação stricto sensu no país.

De acordo com a presidente da Capes, Mercedes Bustamante, o governo, além de realizar o bloqueio de agosto, também promoveu um corte de R$ 50 milhões da coordenação em 2023 e já programa um provável déficit de R$ 200 milhões na verba prevista para o próximo ano.

Em uma carta aberta, o Fórum Nacional de Pró-Reitores de Pesquisa e Pós-Graduação (Foprop), que representa 273 instituições de ensino, destacou que vê os bloqueios promovidos pelo governo federal com “profunda consternação” e que “não é possível conciliar um sistema que cresce e oferece cursos de qualidade com um orçamento que constantemente diminui”.

“Os recentes bloqueios/cortes impactam diretamente a qualidade da formação de mestres e doutores, prejudicando assim a produção de conhecimento científico e a capacidade das instituições de competirem internacionalmente no campo da pesquisa e da inovação,” ressaltou o fórum.

Procurado por veículos como o portal G1 e o jornal Folha de São Paulo para falar sobre os bloqueios, o Ministério da Educação (MEC), responsável pela execução orçamentária da Capes, ainda não havia se pronunciado até a publicação desta reportagem.

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