Lula está prestes a completar dois meses fora do Brasil neste ano

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, conhecido popularmente como Lula, está prestes a completar quase 60 dias fora do Brasil em menos de nove meses de seu mandato. Isso equivale a mais de 20% do ano de 2023 longe do país que governa, de acordo com um levantamento publicado pelo site Poder360.

Nesta última sexta-feira (15), o líder do Partido dos Trabalhadores (PT) partiu em direção a Cuba, onde participou da Cúpula do G77 + China. Posteriormente, na noite de sábado (16), Lula aterrissou em Nova Iorque, onde desempenhará um papel fundamental na 78ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU). A data exata de seu retorno ao território brasileiro ainda é incerta, mas se espera que ocorra na próxima quinta-feira (21) ou sexta-feira (22).

Antes de suas recentes viagens a Cuba e aos Estados Unidos, Lula já havia passado 49 dias fora do Brasil neste ano. O período mais extenso de sua ausência foi durante os sete dias em que visitou a África entre 21 e 27 de agosto. No entanto, vale destacar que o presidente já havia realizado três viagens ao exterior com duração de seis dias cada em 2023. Essas viagens ocorreram na Ásia e Europa, em abril, e no Japão, em maio.

O número de dias em que Lula permanece fora do Brasil aumentará significativamente até o final de 2023, pois o presidente tem pelo menos duas viagens internacionais programadas antes do final do ano, com destinos nos Emirados Árabes Unidos e Alemanha. O que ainda não se sabe é se ele prolongará a duração de suas estadias no exterior, como tem feito em suas viagens anteriores.

Essa frequência de viagens internacionais por parte do presidente Lula tem gerado debates e discussões sobre a efetividade de sua liderança e seu compromisso com os assuntos internos do Brasil. Alguns argumentam que essas viagens reforçam a posição do país no cenário global e promovem parcerias econômicas e diplomáticas, enquanto outros levantam preocupações sobre o tempo que o presidente passa fora do país.

É importante ressaltar que, independentemente do número de dias que Lula passa no exterior, a gestão de um país como o Brasil requer equilíbrio entre questões domésticas e relações internacionais. As viagens presidenciais desempenham um papel crucial na representação do país no cenário mundial, mas também é fundamental atender às necessidades e demandas de seus cidadãos.

Em um mundo cada vez mais globalizado, os líderes mundiais enfrentam o desafio de manter esse equilíbrio delicado. Portanto, a frequência e a duração das viagens presidenciais são aspectos importantes a serem considerados, uma vez que podem influenciar o papel do Brasil no cenário internacional e a percepção de seus cidadãos sobre o desempenho de seu líder.

No entanto, é importante observar que a presença do presidente Lula em eventos internacionais de alto nível, como a Assembleia Geral da ONU, pode ser vista como uma oportunidade para o Brasil se posicionar e contribuir para soluções globais em questões como mudanças climáticas, paz e segurança internacionais, e desenvolvimento sustentável.

Em última análise, a decisão de viajar e a duração dessas viagens são aspectos que devem ser cuidadosamente equilibrados pelo presidente Lula, levando em consideração tanto as necessidades do país quanto as oportunidades de contribuir para questões globais importantes. A gestão eficaz desses desafios é essencial para o sucesso de qualquer líder político em um mundo cada vez mais interconectado e interdependente. Portanto, o futuro dirá como essas viagens afetarão o mandato de Lula e a posição do Brasil no cenário mundial.

Bruno Rigacci

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Este site usa cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site! ACEPTAR
Aviso de cookies