Febre maculosa: Caso suspeito é investigado no Distrito Federal

A Secretaria de Saúde do Distrito Federal anunciou a investigação de um caso suspeito de febre maculosa, uma doença grave transmitida pelo carrapato estrela. Segundo a pasta, o Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen) recebeu a primeira amostra do paciente nesta segunda-feira (11). Não foram divulgadas informações sobre a identidade do paciente.

De acordo com as autoridades de saúde, uma segunda amostra será coletada após duas semanas para confirmar o diagnóstico. A confirmação laboratorial requer a coleta da primeira amostra nos primeiros dias da doença, durante a fase aguda, e a segunda amostra deve ser colhida de 14 a 21 dias após a primeira coleta.

Todo o material será enviado ao laboratório de referência para a doença, a Fundação Ezequiel Dias, em Minas Gerais, onde será analisado. A previsão é que o resultado esteja disponível entre 25 e 30 dias.

Segundo a Secretaria de Saúde, não há registro de casos de febre maculosa no Distrito Federal desde 2020. A doença é transmitida pelo carrapato estrela, que é infectado pela bactéria causadora da doença. Não existe uma vacina contra a febre maculosa, e a eliminação completa do carrapato das áreas de vegetação é impossível.

A febre maculosa apresenta sintomas graves, incluindo febre, dor de cabeça intensa, dor no corpo, mal-estar geral, náuseas e vômitos. Em alguns casos, podem surgir manchas vermelhas no corpo. É importante que as pessoas fiquem atentas a esses sintomas, especialmente se tiverem tido contato com carrapatos estrela ou se estiverem em áreas de risco, como locais com vegetação, matas, pastos, próximos a rios ou riachos, onde há presença de cavalos e capivaras.

A febre maculosa tem tratamento eficaz com antibióticos apropriados, mas é crucial iniciar o tratamento precocemente para evitar complicações. O último óbito relacionado à doença no Distrito Federal ocorreu há 20 anos, conforme informado pela Secretaria de Saúde. A vigilância e a conscientização são essenciais para prevenir a propagação dessa doença potencialmente fatal.

Bruno Rigacci

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