Maria Corina Machado, líder da oposição venezuelana, será ouvida pela Comissão de Segurança Pública do Senado brasileiro

A líder da oposição venezuelana, Maria Corina Machado, terá a oportunidade de se pronunciar perante a Comissão de Segurança Pública do Senado brasileiro. O requerimento, proposto pelo senador Sergio Moro (União-PR), foi aprovado pelo colegiado.

Essa audiência ocorre em um momento em que Machado foi impedida de concorrer nas eleições de seu país como uma punição imposta pela Controladoria-Geral da Venezuela, que a proibiu de participar do pleito pelos próximos 15 anos.

Maria Machado, considerada a principal opositora de Nicolás Maduro, era uma das 13 candidatas nas primárias das eleições que ocorrerão em 2024. Sua presença na Comissão de Segurança Pública do Senado brasileiro é vista como uma oportunidade para expor as dificuldades enfrentadas pela oposição venezuelana diante da opressão do governo.

O senador Sergio Moro defendeu o convite à venezuelana, argumentando que a inteligência venezuelana tem oprimido a oposição, configurando um crime contra a humanidade, segundo um relatório da Organização das Nações Unidas (ONU). Moro ressaltou que os problemas na Venezuela têm consequências diretas para o Brasil.

Após demonstrar apoio a Maduro em diversas ocasiões, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva admitiu que a Venezuela enfrenta problemas e expressou seu desejo de conhecer mais sobre a situação conversando com Maria Corina Machado.

Durante seu discurso ao assumir a presidência rotativa do Mercosul, Lula afirmou: “Com relação à Venezuela, todos os problemas que a gente tiver em democracia, a gente não se esconde deles, a gente enfrenta. Eu não conheço pormenores do problema com a candidata da Venezuela, pretendo conhecer. Temos que conversar. O que não pode é isolar, e levar em conta que apenas os defeitos estão de um lado. Os defeitos são múltiplos. Precisamos conversar com todo mundo.”

A audiência de Maria Corina Machado perante a Comissão de Segurança Pública do Senado brasileiro promete ser um importante momento para discutir as questões políticas e os desafios enfrentados na Venezuela, além de fortalecer os laços entre os dois países e promover o diálogo em busca de soluções para a crise.

Bruno Rigacci

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