Nesta sexta-feira (29), a Justiça Eleitoral deu um prazo de 10 dias para o ex-ministro da Justiça, Sergio Moro, explicar sua mudança de domicílio eleitoral de Curitiba para São Paulo. A decisão ocorre em uma ação do Partido dos Trabalhadores (PT) e do deputado federal Alexandre Padilha (PT-SP) pedindo o cancelamento da mudança de domicílio de Moro.

Na ação, o diretório estadual do PT em São Paulo afirmou que o ex-ministro da Justiça não reside em São Paulo e mudou seu domicílio com objetivos eleitorais. “É fato notório que reside no Estado de Paraná, onde inclusive construiu sua carreira profissional e com o qual mantém seus laços afetivos e familiares”, diz a ação.

Moro e sua esposa, Rosângela, tiveram a mudança do domicílio eleitoral autorizada no início de abril. Ela irá disputar uma vaga na Câmara dos Deputados, enquanto Moro ainda não decidiu a qual cargo irá concorrer.

Em nota enviada ao portal Uol, Moro explicou a mudança:

Transferi no prazo legal meu domicílio eleitoral como permite a legislação eleitoral e é direito de qualquer cidadão. Minha base de atuação e de domicílio eleitoral tem sido SP desde meu retorno dos Estados Unidos no final de 2021. Resido, aliás, em SP.

Tenho ainda diversos laços com São Paulo, entre eles o fato de ter recebido a maior honraria do Estado de SP, a Grã Cruz da Ordem do Ipiranga, em seu grau mais elevado, e que só é concedida aos cidadãos que “se houverem distinguido por serviços de excepcional relevância prestados ao Estado de São Paulo e seu povo”.

Como o PT tem medo de perder nas urnas, recorre a chicanas eleitorais. Apresentarei minha defesa aguardando que a decisão siga o entendimento predominante da justiça eleitoral há décadas.

Fonte: Pleno News