O ex-juiz Sergio Moro (União Brasil) e o ex-coordenador da força-tarefa da Lava Jato em Curitiba, Deltan Dallagnol (Podemos), criticaram, em publicações feitas em seus perfis no Twitter nesta terça-feira (12), a abertura de um processo no Tribunal de Contas da União (TCU) para investigar gastos da operação.

O TCU decidiu apurar possíveis danos ao erário por parte do ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot e por Deltan Dallagnol, pré-candidato às eleições deste ano, devido a gastos com diárias e passagens no âmbito da Lava Jato. Para Moro, a decisão seria “absurda e insustentável”.

– O trabalho deles já levou à recuperação de 6 bilhões de reais somente para a Petrobras. Vão retaliar o bom trabalho? – criticou.

Já Deltan, que chamou a decisão de “revoltante”, disse que o pagamento foi feito a outros procuradores, não a ele, e que o modelo de diárias seria o “mais econômico possível para que especialistas em corrupção e lavagem de dinheiro de várias partes do BR pudessem trabalhar na força-tarefa”.

– O TCU claramente está forçando a mão ao tentar me responsabilizar pelas diárias que, novamente, não recebi e não autorizei. Essa decisão é absurda porque eu nunca exerci função administrativa e nem trabalhei como ordenador de despesas no MPF, função que era exclusiva da PGR – escreveu.

A área técnica do TCU identificou que os valores das gratificações pagas totalizaram R$ 10,8 milhões, dos quais R$ 7,9 milhões somente de forças-tarefa da Lava Jato no país. Em diárias e passagens, os gastos com a operação totalizam R$ 5,3 milhões – somando outras viagens, os valores chegam a R$ 14,7 milhões.

*AE

Fonte: Pleno News