Neste sábado (5), o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, se reuniu de maneira virtual com senadores dos Estados Unidos. Ele pediu facilitação para o envio de aviões para o país do Leste Europeu, assim como também que Washington deixe de importar petróleo da Rússia.

O encontro, que não foi público, teve detalhes divulgados através de declarações postadas nas redes sociais e por comunicados feitos por integrantes do Congresso americano.

O líder da maioria democrata no Senado, Chuck Schumer, indicou em nota oficial que Zelensky fez um “apelo desesperado” aos países do Leste Europeu para que enviem à Ucrânia aviões que tenham disponíveis e que são de fabricação russa.

Schumer afirmou que as aeronaves são “muito necessárias” para frear a Rússia e prometeu que fará “tudo o que puder” junto ao governo de Joe Biden, para facilitar o envio destas aeronaves.

Zelensky, segundo o democrata Brad Sherman, pediu que os EUA permitam a transferência de antigos aviões soviéticos da Polônia e Romênia, e que a Otan dê a estes países outros aviões mais modernos.

Sherman considerou essa opção mais segura do que o estabelecimento de uma zona de exclusão aérea sobre a Ucrânia, algo que o presidente da antiga república soviética vem pedindo à Aliança, sem sucesso.

Segundo apurou a emissora americana CNN junto a uma fonte, Zelensky voltou a pedir a zona de exclusão aérea, o que vem sendo considerado pelos aliados uma entrada na guerra.

Os membros do Congresso, nas mensagens e notas divulgadas, não fizeram menção ao assunto.

A senadora democrata Rosa DeLauro revelou que o presidente ucraniano pediu que o Congresso interceda para que o governo americano proíba a importação de petróleo procedente da Rússia, proposta que teria tido aprovação da situação e da oposição ao governo de Joe Biden.

Além disso, outros parlamentares revelaram pedido de Zelensky para que a Rússia seja excluída dos mecanismos de pagamento Visa e Mastercard.

Por fim, o presidente ucraniano pediu mais auxílio militar e humanitário para o país que lidera, assim como ajuda para que o presidente russo, Vladimir Putin, seja julgado “como um criminoso de guerra”, afirmou o democrata Tim Kaine.

Segundo o também democrata Chris Coons, cerca de 280 senadores participaram do encontro, que foi uma iniciativa da embaixada da Ucrânia em Washington.

*EFE

Fonte: Pleno News