O presidente da Argentina, Alberto Fernández, considerou “uma grande oportunidade” para seu país fortalecer “laços e projetos comerciais comuns” com a China, país que visitará na próxima semana e onde se reunirá com seu homólogo, Xi Jinping.

Em declarações ao canal em espanhol da CGTN (Televisão Central da China), Fernández observou que o gigante asiático foi “durante todos esses anos um importante ator no comércio exterior argentino” e participa “de muitos projetos de investimento” que contribuem para a geração de empregos.

Ambos os países, segundo destacou, estão diante de “uma grande oportunidade para fortalecer laços e projetos comerciais comuns e poder continuar avançando em um desenvolvimento socialmente mais equitativo”.

Nas relações bilaterais, de acordo com o presidente argentino, também se conseguiu “avançar na construção da confiança e na amálgama de culturas”.

VIAGEM ADIADA
O presidente argentino iniciará no dia 2 de fevereiro uma viagem que o levará primeiro à Rússia, onde terá um encontro com Vladimir Putin, à China e finalmente a Barbados, antes de retornar a Buenos Aires no dia 8 do mesmo mês.

Fernández, que assumiu o poder em dezembro de 2019, planejava visitar Moscou e Pequim mais cedo, mas ambas as viagens foram adiadas até agora devido à pandemia.

Na China, além de seu primeiro encontro presencial com Xi, o chefe de Estado argentino terá uma agenda intensa no âmbito da celebração dos 50 anos das relações diplomáticas daquele país com a Argentina e como convidado na cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos de Inverno de Pequim.

– Argentina e China já têm 50 anos de relações diplomáticas e em 2014 assinamos um acordo estratégico para que essa relação se aprofunde muito mais – lembrou Fernández.

Ele também assegurou que, apesar disso, “ainda há muito por fazer”.

Questionado sobre os Jogos Olímpicos, Fernández garantiu que “é muito bom” que a China os receba no atual contexto mundial.

– Espero que os atletas argentinos se saiam muito bem – afirmou ele.

Nos jogos, a delegação argentina participará de pelo menos quatro categorias.

PANDEMIA DE COVID-19
Na entrevista, o presidente argentino também falou sobre a pandemia de Covid-19, que, em sua opinião, “expôs a desigualdade que o mundo vive” e “como os países periféricos tiveram de enfrentar uma situação de pandemia claramente em condições desfavoráveis”.

Nesse sentido, afirmou que a distribuição das vacinas estava concentrada nos “países poderosos”, pois apenas “10% dos países tinham 90%” delas.

Por fim, Fernández destacou o importante papel da China no fornecimento de vacinas à Argentina, já que o país adquiriu mais de 31 milhões de doses do laboratório Sinopharm.

– Hoje temos todos os tipos de vacinas, mas quando não existiam, as vacinas para a Argentina vinham da Rússia e da China. E nós argentinos somos profundamente gratos por isso – enfatizou.

*EFE

Fonte: Pleno News