A prefeitura do Rio de Janeiro revogou os decretos que determinam medidas restritivas contra a pandemia de Covid-19.

O Decreto nº 49.766, publicado na edição desta sexta-feira (12) do Diário Oficial do município, libera a ocupação completa de espaços como boates e danceterias, o uso de ar-condicionado em táxis, ônibus e transporte por aplicativo e a obrigatoriedade de testagem da doença em festas e eventos esportivos.

Ficam mantidas a obrigatoriedade do uso de máscaras de proteção em ambientes fechados e no transporte coletivo e a exigência do passaporte vacinal.

Segundo o prefeito Eduardo Paes, apesar de a cidade estar prestes a atingir o índice de 75% da população com o esquema vacinal completo, a decisão de manter o uso das máscaras foi tomada contra a orientação do Comitê Científico, que liberava o uso obrigatório em locais fechados a partir desse momento.

– Eu neguei a ciência ao não abrir. Vamos continuar com a antropologia. Dificilmente, nós vamos ter um cenário mais baixo do que esse. A medida de liberação de máscara vai partir mais de um consenso, de compreensão do que diz o governo do estado, o governo federal, esse entendimento de que a coisa estabilizou mesmo. O critério científico estava dado, mas eu resolvi ser mais restritivo – afirmou.

Os dados do Boletim Epidemiológico, divulgado nesta sexta pela prefeitura, indicam uma melhora considerável no quadro da pandemia na cidade. O mapa de risco de transmissão está baixo (em verde), em todo o município pela terceira semana seguida.

A redução de internações na comparação com o último pico, há dois meses, é de 93%, e hoje há cerca de 50 pacientes internados pela doença na cidade, sendo que 90% deles estavam sem o esquema vacinal completo.

Quanto aos óbitos por Covid-19, a redução foi de 95,9%. Há dois meses, a cidade registrava 416 óbitos em uma semana, e, na semana passada, 17 pessoas morreram vítimas da doença.

Segundo a Secretaria Municipal de Saúde (SMS), atualmente apenas 3% dos testes feitos na cidade dão positivo para Covid-19, e a Organização Mundial de Saúde (OMS) considera que a doença está sob controle quando menos de 5% dos testes dão resultado positivo.

Paes ponderou que a pandemia não acabou, apesar dos dados favoráveis, e disse que a permanência da obrigatoriedade do uso de máscaras é uma medida “pedagógica”, e não científica.

– Nós dificilmente vamos viver um momento mais baixo do que isso […], mas eu acho que tem uma questão importante, que é o sinal que a gente comunica para a população. Se disser que não precisa mais usar máscaras dentro, parece que acabou por completo. E não é assim. O vírus está por aí. Provavelmente vai continuar um tempo, e é importante que as pessoas tenham consciência disso. Então, essa medida é muito mais pedagógica do que científica – disse.

TAXA DE VACINAÇÂO
Atualmente, o Rio de Janeiro tem 99,9% dos adultos vacinados com, pelo menos, a primeira dose da vacina. Já o público com o esquema vacinal completo forma o percentual de 92,7%. A dose de reforço, aplicada apenas em idosos, foi aplicada em 67,2% do público-alvo.

Entre a população entre 12 e 18 anos, os dados indicam que 99,7% receberam a primeira dose e 85,1% receberam duas. Ao todo, 87,5% da população do município recebeu a primeira dose de alguma vacina e 72,9% dela completou o esquema de imunização.

*Agência Brasil

Fonte: Pleno News