A ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, Damares Alves, foi a convidada da live do Pleno.News nesta quarta-feira (27). Um dos alvos favoritos da oposição que ataca o governo Jair Bolsonaro, a ministra comentou da mais recente polêmica em que se envolveu, após ter transportado, em um avião da Força Aérea Brasileira (FAB), voluntários do programa Pátria Voluntária.

– Essa semana, eu e Michelle [Bolsonaro] estamos em tudo que é órgão da imprensa porque no sábado (23), fomos a São Paulo. Eu fui cumprir cinco agendas, sendo que duas eram relativas ao Pátria Voluntária [programa social do qual a primeira-dama é presidente]. E nós levamos voluntários do Pátria também. Mas está em tudo quanto é jornal que nós levamos eles, que eram voluntários e também eram parentes de Michelle. O avião iria decolar comigo sozinha, ou com a Michelle, ou com quantas pessoas estivessem. Isso sem nenhum custo para os cofres públicos, o avião já ia decolar e tinham vários lugares – justificou.

Questionada sobre o fato de ter “gastado pouco” o orçamento destinado à pasta, Damares explicou que não se trata de trabalhar pouco, mas sim de otimizar a verba pública.

– Quando eu assumi aqui, o Disque 100 e o Disque 180, nossos canais para denúncias de violação de direitos humanos, custavam aos cofres públicos R$ 43 milhões. Só que no passado, as pessoas tinham que realmente ligar, e cada ligação era cobrada. Só que a gente está numa era em que existe aplicativos de graça. Por que eu tenho que ficar ligando e pagando uma chamada? – questionou.

Em seguida, Damares reclamou das acusações infundadas.

– E aí eu assumi e trouxe gestão e tecnologia para o serviço. E aí eu consegui diminuir esse custo de R$ 43 milhões para R$ 20 milhões. E aí ficam: “Por que você não gastou R$ 43 milhões?” Eu estou dando uma economia de [mais de] R$ 20 milhões. Eu usei o dinheiro orçado em outras coisas – declarou.

A ministra ainda lembrou dos antigos ministros da pasta, e criticou o mau uso da verba pública. Para citar um dos “vícios” das antigas gestões, Damares lembrou de obras inacabadas que seriam destinadas aos mais vulneráveis, mas que acabaram não sendo entregues, mesmo com a liberação de todo o montante cobrado por empresas privadas.

– No passado se liberava todo o dinheiro. E aí as pessoas não concluíam a obra, a construtora falia e o dinheiro todo já foi [pago]. Com mamãe Damares, não. O dinheiro está empenhado. Eu executei em forma de empenho, mas só libero com a entrega. Isso se chama gestão e responsabilidade com dinheiro público – disparou.

Damares Alves ainda reforçou que, apesar da perseguição pública, ela tem “coragem” para seguir atuando no ministério.

– E aí eles estão investigando porque eu estou gastando pouco dinheiro. Eu estou entregando muito mais do que outros governos. Esse governo vem, e explode em trabalho! E as pessoas perguntam porque que estou gastando pouco. Eu estou entregando e ecnomizando. Eu sabia que não seria fácil tudo nesse governo não é fácil. Estou respondendo a um monte de processos, mas tinha que ser assim e eu tenho a coragem de fazer, e vou fazer – prometeu.

Fonte: Pleno News