Pressionado por senadores e pela sociedade civil, o senador Renan Calheiros, relator da CPI da Covid-19, se viu obrigado a retirar as acusações de homicídio e genocídio contra o presidente Jair Bolsonaro.

A informação foi anunciada na noite desta terça-feira (19) pelo presidente da comissão, senador Omar Aziz. O relatório final será lido nesta quarta-feira no plenário.

— O genocídio não havia consenso, nem entre senadores nem entre juristas. É só um ajuste no tipo penal — disse o presidente da CPI.

Também ficou acordado pela cúpula da CPI que não será apresentada a acusação de advocacia administrativa contra o senador Flávio Bolsonaro (Patriota-RJ). No entanto, o filho do presidente deve ser indicado por disseminar fake news durante a pandemia com a tipificação de “incitação ao crime”.

Apesar da exclusão de alguns delitos, Jair Bolsonaro ainda deve ser indiciado por charlatanismo, prevaricação e crime de epidemia, entre outros.

Os senadores do chamado G7 estão reunidos na casa de Tasso Jereissati (PSDB-CE), em Brasília. A discussão sobre os detalhes finais do relatório devem invadir a madrugada em busca de um consenso final.

– O mais importante é que saímos dessa reunião unificados. Eu vou votar no relatório do senador Renan Calheiros – disse Aziz.

Fonte: Pleno News