O maior medo dos ministros do STF: O efeito dominó (veja o vídeo)

Nos corredores acarpetados e gabinetes climatizados do Supremo Tribunal Federal (STF), o clima é de uma tensão poucas vezes vista na história recente da República. Para além das crises políticas habituais, um novo fantasma assombra o sono dos togados: o pavor do “efeito dominó”.

O que antes parecia uma fortaleza inabalável de poder, blindada contra qualquer tipo de escrutínio, começa a apresentar fissuras visíveis. O epicentro desse terremoto institucional são os recentes escândalos que gravitam em torno da figura do ministro Alexandre de Moraes, com destaque para o polêmico contrato milionário envolvendo sua esposa, Viviane Barci, e o Banco Master.

A queda da primeira peça

O temor que se espalha pela Corte não é apenas pela sorte de um colega. O raciocínio nos bastidores é claro e direto: se a “primeira peça” — neste caso, a blindagem em torno de Moraes — tombar sob a pressão das investigações da Polícia Federal, da CPI do Crime Organizado e da opinião pública, ninguém sabe onde a reação em cadeia irá parar.

O “efeito dominó” representa o pesadelo de que a exposição de um esquema possa puxar o fio da meada de outros, revelando uma teia de relações e interesses que, até então, permanecia nas sombras. O medo não é apenas da responsabilização individual, mas do desmoronamento da aura de intocabilidade que o STF construiu ao longo dos últimos anos.

O sistema em alerta

Fontes de Brasília relatam que o sinal de alerta máximo foi ligado. Há uma percepção crescente de que o “sistema”, que historicamente protegeu os membros da alta cúpula do Judiciário, pode não ter mais a mesma força ou coesão para conter a avalanche de fatos que vêm à tona.

A possibilidade de uma CPI convocar a esposa de um ministro, algo impensável até pouco tempo atrás, é o sintoma mais claro de que os ventos estão mudando. O isolamento político de Moraes, que perde apoio em setores que antes o aplaudiam, é visto como um prenúncio perigoso pelos demais ministros.

O país observa, atônito, o desenrolar de uma história que pode redefinir os limites do poder no Brasil. A pergunta que fica é: a primeira peça vai cair? E se cair, quem será o próximo?

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Bruno Rigacci

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