“Ventríloquo” e “Lúcifer”: Michelle Bolsonaro explode contra Allan dos Santos em resposta enfática

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro publicou uma resposta duríssima às críticas feitas pelo jornalista Allan dos Santos, expondo uma fratura pública na direita brasileira. Em nota divulgada nesta quarta-feira, Michelle não economizou adjetivos, chamando Allan de “boneco de ventríloquo” e afirmando que suas atitudes se parecem mais com “levar Lúcifer do que luz”.

O Estopim: Tarcísio de Freitas

A crise começou após Allan dos Santos criticar Michelle por repostar um vídeo do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), sobre economia, e por curtir um comentário da primeira-dama paulista, Cristiane Freitas. O jornalista interpretou os gestos como um apoio a uma possível candidatura de Tarcísio em detrimento de Jair Bolsonaro.

Michelle reagiu com veemência, defendendo sua liberdade de opinião:

“Nem o meu galego dos olhos azuis [Jair Bolsonaro] tenta intervir na minha liberdade ou nas minhas opiniões, e esse cidadão tenta me intimidar com seus vômitos de ódio?!”, disparou.

Ela esclareceu que o apoio ao vídeo de Tarcísio foi técnico e negou que a interação com Cristiane Freitas significasse uma “troca” de liderança. “Não interpretei o comentário dela como se estivesse apontando seu marido como o tal CEO, mas sim como se o Brasil precisa de um novo governante… Preferencialmente, Jair Bolsonaro.”

“Ventríloquo de Canalhas”

O ponto mais tenso da nota foi a acusação de que Allan dos Santos estaria agindo a mando de terceiros. Michelle sugeriu repetidamente que o jornalista serve a “interesses umbilicais” de alguém próximo a ele.

“Esse tal de Allan (…) se esquece de que quando ele aponta um dedo contra alguém, existem quatro dedos apontados para ele mesmo. (…) Tudo o que ele fala sobre nós, não passa de bravata, achismos e maledicências (na maioria das vezes, servindo como boneco de ventríloquo de canalhas)”, escreveu.

Defesa do Legado

Michelle finalizou o texto reafirmando sua lealdade ao marido e seu papel no PL Mulher, destacando que viaja pelo país “a pedido dele” para manter vivo o legado político do ex-presidente. Apesar do tom bélico, ela encerrou dizendo que continua orando pela família de Allan, reconhecendo a perseguição que ele sofre, mas alertando que isso “não lhe dá o direito” de atacá-la.

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Bruno Rigacci

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