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Lula escala Wellington César para a Justiça e fortalece a “República da Bahia” no governo

O martelo foi batido. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) escolheu, nesta terça-feira (13), o jurista Wellington César Lima e Silva para assumir o Ministério da Justiça e Segurança Pública. Ele ocupará…
Lula escala Wellington César para a Justiça e fortalece a “República da Bahia” no governo

O martelo foi batido. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) escolheu, nesta terça-feira (13), o jurista Wellington César Lima e Silva para assumir o Ministério da Justiça e Segurança Pública. Ele ocupará a vaga deixada por Ricardo Lewandowski, que pediu demissão na última sexta-feira alegando motivos pessoais.

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Wellington César, que atualmente ocupa o cargo de advogado-geral da Petrobras, já está no Palácio do Planalto. Ele aguarda apenas o retorno de Lula, que cumpre agenda no Serpro, para que a nomeação seja oficializada publicamente.

A Força da “República da Bahia”

A escolha não é apenas técnica; é uma vitória da articulação política da ala petista baiana, cada vez mais forte no núcleo duro do governo. Nos bastidores, a indicação foi costurada pelo ministro da Casa Civil, Rui Costa, pelo líder do governo no Senado, Jaques Wagner, e pelo ministro da Secretaria de Comunicação, Sidônio Palmeira.

Wellington César é homem de confiança desse grupo e também mantém bom relacionamento direto com Lula, tendo chefiado a Secretaria Especial de Assuntos Jurídicos (SAJ) da Presidência entre 2023 e meados de 2024.

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Dança das Cadeiras e Instabilidade

Com a nomeação, Wellington torna-se o terceiro ministro da Justiça neste terceiro mandato de Lula, sucedendo Flávio Dino e Ricardo Lewandowski. A mudança reflete um cenário de instabilidade na composição da Esplanada: esta é a 15ª alteração ministerial desde o início da gestão.

A previsão é que a “dança das cadeiras” continue. Novas trocas são esperadas ao longo do ano, impulsionadas pelo calendário eleitoral de 2026, que deve forçar a saída de ministros que disputarão cargos eletivos.

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O “Trauma” de 2016

O novo ministro já sentou nessa cadeira antes, mas por pouco tempo. Em 2016, no crepúsculo do governo Dilma Rousseff, Wellington assumiu o Ministério da Justiça, mas ficou no cargo por apenas 11 dias. Na época, o Supremo Tribunal Federal (STF) barrou sua permanência, decidindo que era inconstitucional um membro do Ministério Público (ele era procurador na Bahia) exercer cargo no Executivo. Agora, fora do MP e vindo da estrutura da Petrobras, o caminho jurídico está livre.

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