URGENTE: O escudo do STJ às Big Techs e o recado do sistema a André Mendonça

A tensão em Brasília atingiu um ponto de ebulição inédito nesta quinta-feira (5). Em um movimento que já era aguardado nos bastidores, mas que choca pela audácia, a Justiça brasileira formou um verdadeiro “escudo” institucional. O Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou categoricamente o pedido de plataformas americanas — encabeçadas por gigantes como Google, Meta e X — para intimar o ministro Alexandre de Moraes.

O cenário é de guerra fria jurídica. De um lado, as Big Techs, munidas de ordens judiciais dos Estados Unidos, tentam a todo custo notificar o ministro sobre as recentes restrições e as pesadas multas impostas às suas operações no Brasil. Do outro, o STJ bate o martelo e manda um recado claro: a jurisdição estrangeira não ditará as regras contra membros da Suprema Corte brasileira. O carimbo de “NEGADO” nas petições soou como um estrondo nos corredores do poder.

O Fator Vorcaro e o Papel de André Mendonça

No entanto, a blindagem a Moraes ocorre no exato momento em que uma tempestade paralela ganha força. O vazamento das mensagens envolvendo Vorcaro e uma pessoa identificada como “alexandre moraes” no dia de sua prisão colocou fogo no debate público. E é aqui que a figura do ministro André Mendonça se torna central.

Durante anos defendi Mendonça, afirmando que, quando chegasse o seu momento, ele iria brilhar. Como um magistrado que não deve favores às engrenagens tradicionais de Brasília, ele não tem hesitado em mostrar os tentáculos do chamado “Caso Master” e as conexões de Vorcaro, sejam elas no Executivo, no Legislativo ou no próprio Judiciário. A dura chamada na PGR ontem, envolvendo Paulo Gonet, foi a prova cabal disso. Mendonça deu o recado ao sistema.

Segurança Máxima

Mas a coragem cobra um preço. Com a recusa do STJ em expor Moraes aos americanos e com Mendonça avançando nas investigações que envolvem cifras milionárias e figuras de peso (como indicam os recentes vazamentos do sigilo de Lulinha), o xadrez político tornou-se perigoso.

Mendonça agora deve redobrar os cuidados. É imperativo manter em segredo absoluto suas viagens e agendas, além de aumentar drasticamente sua segurança pessoal. A história recente do país nos lembra que, quando Teori Zavascki decidiu enfrentar parte do sistema, o desfecho foi trágico. O mesmo não pode, sob hipótese alguma, acontecer com o ministro “terrivelmente evangélico”. O Brasil está no olho do furacão, e as próximas semanas definirão se a balança da Justiça penderá para a transparência ou para a autopreservação das elites do poder.

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Bruno Rigacci

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