“Cagada”: Vice da CPMI do INSS detona articulação de Paulo Pimenta e expõe racha na base governista
O que era para ser uma base sólida de sustentação no Congresso está se transformando em um campo de batalha para o governo Lula. Nesta quarta-feira (4), o vice-presidente da CPMI do INSS não poupou palavras para descrever o desastroso cenário da articulação política liderada pelo ministro Paulo Pimenta.
Em conversa com jornalistas e aliados, o parlamentar — que até então mantinha uma postura colaborativa — classificou a gestão de Pimenta como uma sucessão de erros grosseiros.
“É mais uma ‘cagada’ do incompetente Pimenta. A articulação é inexistente, o diálogo é truncado e quem acaba pagando o preço é a comissão, que fica travada por interesses que ninguém explica”, disparou o vice da CPMI.
O Nó Estratégico
O descontentamento reside na forma como o Palácio do Planalto tem tentado blindar figuras ligadas ao partido, enquanto negligencia as demandas dos parlamentares da própria base. O estopim teria sido a tentativa de Pimenta de interferir no cronograma de depoimentos para evitar desgastes maiores com as recentes revelações sobre o uso de recursos do INSS.
A crítica do vice-presidente da comissão ecoa um sentimento crescente no “baixo clero” e até em setores do centro: a sensação de que Paulo Pimenta está mais preocupado com a narrativa das redes sociais do que com a governabilidade real no Congresso Nacional.
Blindagem e Paralisia
Enquanto o ministro da SECOM tenta apagar incêndios com “notas oficiais”, a CPMI do INSS segue a passos de tartaruga. Parlamentares da oposição já se aproveitam do racha para avançar com requerimentos de quebra de sigilo que podem atingir o coração do governo.
“Se a articulação não mudar, a CPMI vai virar o enterro deste governo”, afirmou um líder partidário que preferiu o anonimato.





