Ministros do STJ dão “conselho” para colega acusado de casos de assédio e apontam a saída

O clima nos corredores e gabinetes do Superior Tribunal de Justiça (STJ) atingiu um nível crítico nas últimas semanas. Após o inédito afastamento cautelar de um ministro da Corte, alvo de graves denúncias de assédio sexual e importunação, a movimentação interna aponta para uma articulação clara e pragmática entre seus pares: a sugestão de uma saída definitiva de cena.

Segundo informações de bastidores, o magistrado — que atualmente é alvo de inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF), no Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e em uma sindicância interna do próprio STJ — tem recebido “conselhos” diretos e enfáticos de colegas de toga. A recomendação não oficial é para que ele solicite sua aposentadoria o quanto antes.

O Peso do Desgaste Institucional

A situação gerou um incômodo profundo entre os ministros. O temor coletivo é que a permanência do magistrado nos quadros da Corte, mesmo que temporariamente afastado de suas funções, mantenha o tribunal no centro de um furacão midiático, arrastando a credibilidade da instituição para o fundo do poço.

Entre os principais recados levados ao ministro investigado pelos colegas, destacam-se:

  • Ameaça à Imagem da Corte: A urgência de desvincular o nome do STJ de um escândalo que envolve acusações de crimes contra a dignidade sexual.

  • Isolamento Imediato: A sinalização de que ele não encontrará amparo institucional ou político entre os pares para sustentar uma longa batalha processual no cargo.

  • O Fantasma da Expulsão: O alerta de que, caso as investigações avancem e comprovem as denúncias, o destino final será, inevitavelmente, a aposentadoria compulsória como punição máxima — um caminho muito mais humilhante e traumático do que uma saída voluntária agora.

Ultimato Silencioso

O ministro, que nega veementemente as acusações e chegou a alegar problemas médicos antes de ser afastado por unanimidade, encontra-se cada vez mais acuado. O “conselho” para vestir o pijama precocemente funciona como um ultimato silencioso de uma Corte que tenta, a todo custo, limpar sua própria casa antes que a opinião pública exija medidas ainda mais drásticas.

A decisão de acatar ou resistir a essa pressão definirá os próximos capítulos da maior crise de imagem da história recente do Superior Tribunal de Justiça.

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Bruno Rigacci

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