Moro dá forte resposta a Gilmar após ser atacado

O senador e ex-juiz federal Sergio Moro (União Brasil-PR) rebateu de forma contundente as recentes declarações do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes. Após ser alvo de duras críticas em relação à sua atuação na Operação Lava Jato, Moro utilizou suas redes sociais e espaços no Congresso para defender o seu legado e questionar as motivações por trás dos ataques do decano da Corte.

Defesa do Legado e Respaldo Institucional

Em sua resposta, Moro reafirmou que a Operação Lava Jato foi um marco histórico no combate à corrupção sistêmica no Brasil. O senador destacou que o trabalho realizado em Curitiba não foi uma ação isolada, mas um esforço conjunto de instituições como a Polícia Federal e o Ministério Público, e ressaltou, mais uma vez, que suas sentenças condenatórias não foram decisões solitárias.

“Minhas decisões foram revisadas e confirmadas por tribunais superiores, como o TRF-4 e o STJ, de forma colegiada. Tentar apagar isso é tentar reescrever a história”, argumentou o ex-magistrado em sua defesa. Ele lembrou ainda que a operação foi responsável por recuperar bilhões de reais aos cofres públicos, recursos desviados em esquemas envolvendo a Petrobras e grandes empreiteiras.

Inversão de Valores

Moro subiu o tom ao classificar as falas de Gilmar Mendes como parte de um esforço contínuo para promover o que chama de “inversão de valores” no cenário político e jurídico brasileiro. Segundo o senador, há um movimento orquestrado por setores do poder para transformar “investigadores em réus e corruptos condenados em vítimas”.

Para os aliados do parlamentar, as constantes investidas do decano do STF refletem um incômodo persistente com as revelações trazidas pela Lava Jato, que expuseram as entranhas do sistema político tradicional. A base de Moro argumenta que os ataques são uma tentativa de descredibilizar não apenas a sua figura, mas a própria pauta de combate à corrupção, pavimentando o caminho para a impunidade.

Tensão Permanente

O embate público entre Gilmar Mendes e Sergio Moro é o mais recente capítulo de uma longa e ruidosa disputa narrativa. Enquanto Mendes se consolidou como um dos maiores críticos dos métodos da força-tarefa, alegando abusos processuais e parcialidade que teriam maculado a Justiça, Moro se mantém como a face política da defesa da operação.

A troca de farpas evidencia que a pacificação entre a ala “garantista” do Judiciário e os defensores do modelo punitivista da Lava Jato segue distante. O episódio também reforça o papel de Moro como líder da oposição no Senado, utilizando os ataques que recebe para mobilizar sua base de apoio e manter viva a bandeira da ética na política.

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Bruno Rigacci

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