Valdemar Costa Neto atrela possível soltura de Bolsonaro à vitória da direita nas eleições de 2026
O presidente nacional do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto, declarou nesta semana que o futuro e a liberdade do ex-presidente Jair Bolsonaro estão diretamente condicionados ao resultado da disputa presidencial de 2026. A afirmação foi feita durante um evento promovido pelo Grupo Esfera na noite de segunda-feira (23 de fevereiro de 2026), na capital paulista.
A Declaração e o Marco Político
Durante sua exposição para empresários e lideranças, Valdemar não apontou uma data jurídica definida pelo Supremo Tribunal Federal (STF), mas estabeleceu um marco eleitoral. Em tom de mobilização para a base aliada, ele foi enfático: “Ou ganhamos a eleição, ou Bolsonaro fica mais oito anos preso.”
Para o dirigente partidário, a via considerada mais realista para reverter a atual situação penal do ex-presidente deixou de ser puramente jurídica e passou a ser eleitoral. A aposta da cúpula do PL é que a conquista do Palácio do Planalto por um candidato conservador no próximo ano traria o capital político necessário para viabilizar e sancionar uma lei de anistia no Congresso Nacional, alterando o cenário com o Judiciário.
O Contexto Jurídico Atual
A declaração de Valdemar ocorre em um momento de forte restrição institucional para o ex-presidente e para o próprio partido:
Prisão: Bolsonaro cumpre pena desde o ano passado, após ser condenado pelo STF a mais de 27 anos de prisão no âmbito do inquérito que apura a trama golpista de 2022. Atualmente, ele está detido em uma instalação especial (Sala de Estado-Maior) em Brasília.
Proibição de Visitas: No fim de janeiro de 2026, o ministro Alexandre de Moraes negou formalmente um pedido para que Valdemar visitasse Bolsonaro na prisão. A justificativa da Corte é que a investigação contra Valdemar foi reaberta e, por regra cautelar, investigados nos mesmos fatos não podem manter contato para não comprometer o andamento processual.
Os Rumos do PL e as Alternativas
Com seu principal líder detido e inelegível, o Partido Liberal tem focado suas energias em encontrar um nome viável para a cabeça de chapa em 2026. O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) são os nomes mais citados nas articulações recentes de Valdemar para tentar unificar a direita, vencer o pleito e, consequentemente, tentar garantir a anistia do ex-mandatário.





