Sem voto e com péssimo nome, esquerda retoma o poder em um importante país da América do Sul

Uma reviravolta política inesperada sacudiu a América do Sul nas últimas semanas. Em um importante país da região, a esquerda, que havia sido derrotada nas urnas e enfrentava um cenário de forte rejeição popular e descrédito, conseguiu retomar as rédeas do poder. O detalhe mais surpreendente é que esse retorno ao comando da nação não se deu através do voto direto da população, mas sim por meio de uma complexa e polêmica articulação institucional que pegou a oposição e boa parte do eleitorado de surpresa.

A crise que abriu caminho

A manobra que reconduziu o grupo político ao palácio presidencial foi possibilitada por uma crise institucional sem precedentes que culminou na queda abrupta do então governo de centro-direita, eleito com a promessa de renovação e combate à corrupção. Denúncias graves, perda de apoio parlamentar e uma paralisia administrativa criaram um vácuo de poder que foi habilmente explorado.

A esquerda, mesmo com sua imagem desgastada por escândalos passados e gestões econômicas desastrosas, valeu-se de brechas constitucionais e de uma intensa negociação de bastidores no Congresso Nacional para costurar uma aliança improvável. O resultado foi a ascensão de um nome controverso, sem carisma e com altos índices de reprovação nas pesquisas, para a chefia do Estado.

Retomada sem legitimidade popular

A posse do novo governo foi marcada por protestos e um clima de profunda desconfiança. Para muitos analistas, a forma como o poder foi retomado carece da legitimidade fundamental que apenas o sufrágio universal pode conferir. “É um governo legal, do ponto de vista da Constituição, mas que nasce com um déficit de legitimidade popular brutal”, aponta um cientista político local.

A ausência de um mandato conquistado nas urnas coloca o novo presidente em uma posição de extrema fragilidade. Sem capital político e enfrentando uma oposição ferrenha que denuncia um “golpe branco”, a governabilidade já nasce comprometida.

O fantasma do passado e o futuro incerto

O retorno da esquerda ao poder traz de volta fantasmas que muitos acreditavam ter ficado no passado: o temor de uma nova guinada estatizante na economia, o alinhamento com regimes autoritários da região e a retomada de políticas que levaram o país a crises anteriores. O mercado financeiro reagiu com nervosismo, e a população, já calejada, observa com ceticismo os próximos passos.

O país agora vive um compasso de espera tenso. Resta saber se o novo governo, sem o respaldo das ruas e com um nome “péssimo” perante a opinião pública, terá força para implementar sua agenda ou se será apenas um breve e tumultuado interregno em uma nação que anseia por estabilidade e representatividade real.

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Bruno Rigacci

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