Mendonça assume relatoria do caso Master e tem nas mãos a chance de fazer Justiça pelo país
Há quem acredite em coincidências, e há quem acredite em providência divina. Nesta quinta-feira (12), o sorteio eletrônico do Supremo Tribunal Federal (STF) definiu que o ministro André Mendonça será o novo relator do inquérito que investiga as fraudes e as ligações obscuras envolvendo o Banco Master.
Para a base conservadora e para milhões de brasileiros que clamam por limpeza nas instituições, a escolha soou como música. Mendonça, indicado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro sob a promessa de ser um garantidor da lei e dos valores cristãos na Corte, herda agora a “batata quente” que queimou as mãos de Dias Toffoli.
A Queda de Toffoli e a Ascensão de Mendonça
A redistribuição do processo não foi um ato corriqueiro. Ela ocorre após um terremoto político: Dias Toffoli, encurralado pelas provas da Polícia Federal (PF), pediu para sair. O relatório da PF foi implacável ao revelar que o nome do ministro aparecia em mensagens no celular de Daniel Vorcaro, dono do banco investigado.
Onde antes havia a suspeita de blindagem e camaradagem, agora há a expectativa de rigor técnico. Mendonça, que já vem conduzindo investigações importantes — como a dos descontos indevidos nos benefícios do INSS —, tem agora a missão de abrir a caixa-preta que pode implodir o “mecanismo”.
A Hora da Verdade
Nos bastidores, o clima mudou. Se com Toffoli a sensação era de “pizza”, com Mendonça a expectativa é de que a lei seja aplicada, doa a quem doer. O ministro tem em suas mãos a oportunidade histórica de demonstrar que o STF não serve apenas para perseguir opositores políticos, mas também para punir o crime de colarinho branco que corrói a nação.
O Brasil observa, em oração e vigilância. André Mendonça terá a coragem necessária para enfrentar as pressões do sistema e fazer o que é certo? A caneta agora está com ele.





