URGENTE: Toffoli dobra a aposta e dá nova ordem à PF

Se alguém esperava prudência ou recuo por parte do ministro Dias Toffoli após a admissão dos repasses financeiros suspeitos, enganou-se redondamente. No final da tarde desta quinta-feira (12), o magistrado decidiu dobrar a aposta no confronto institucional e proferiu uma decisão que está sendo classificada nos bastidores como um “golpe branco” contra a atividade policial.

Ignorando o pedido de suspeição que pesa contra ele, Toffoli emitiu uma nova ordem expressa à Direção-Geral da Polícia Federal: o afastamento imediato dos delegados que conduzem a investigação do Caso Banco Master e o recolhimento de todo o material probatório (celulares, documentos e HDs) para o seu gabinete no Supremo Tribunal Federal (STF).

A “Mordaça” Oficial

Na decisão, Toffoli argumenta que os delegados teriam “extrapolado suas competências constitucionais” ao investigar uma autoridade com foro privilegiado sem a devida autorização prévia. O ministro classificou a apuração da PF como “ilegal”, “abusiva” e movida por “interesses políticos escusos”.

“Determino a imediata cessação de qualquer diligência investigativa por parte da autoridade policial, bem como o lacre e remessa de todo o acervo probatório a esta Corte, sob pena de responsabilidade criminal por desobediência”, escreveu o ministro.

Na prática, Toffoli decretou o fim da investigação contra si mesmo, usando a caneta para calar aqueles que descobriram as transações bancárias que ele próprio foi forçado a admitir horas antes.

Clima de Revolta na PF

A ordem caiu como uma bomba na sede da Polícia Federal em Brasília. A Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF) convocou uma reunião de emergência. Fontes internas relatam que o clima é de insubordinação velada.

“Isso não é decisão judicial, é obstrução de justiça oficializada. O ministro está recolhendo as provas do crime para, muito provavelmente, enterrá-las. Se a PF aceitar isso calada, pode fechar as portas”, desabafou um delegado de classe especial à nossa reportagem.

O Congresso Pressionado

A atitude de Toffoli joga gasolina na fogueira do Senado. O pedido de impeachment, que antes caminhava a passos lentos, agora ganha caráter de urgência. A oposição afirma que o ministro cruzou a “linha vermelha” da democracia.

“O ministro Toffoli não tem mais condições morais ou jurídicas de permanecer no cargo. Ao afastar quem o investiga, ele confessa que teme o que pode ser encontrado. O Brasil virou refém de um homem só?”, questionou o senador Eduardo Girão (NOVO-CE).

O país dorme hoje sob a sombra de uma crise constitucional sem precedentes. De um lado, a força da lei tentando investigar; do outro, a força da toga tentando se proteger. Resta saber quem piscará primeiro.

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Bruno Rigacci

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