Lula “testa” Kassab, mas a resposta é fulminante e não agrada o Planalto

O desespero bateu à porta do Palácio do Planalto. Com a popularidade em queda livre e a reeleição ameaçada, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tentou uma cartada arriscada: atrair Gilberto Kassab e seu poderoso PSD para a chapa governista. A resposta, no entanto, foi um balde de água fria que expõe a fragilidade política do atual governo.

Em conversas de bastidores, Lula sinalizou a interlocutores o desejo de ter o PSD ocupando a vaga de vice-presidente em sua chapa para as eleições de outubro — posto hoje ocupado pelo PSB de Geraldo Alckmin.

A Resposta Fulminante de Kassab

A reação de Gilberto Kassab, presidente nacional do PSD e conhecido por seu pragmatismo político, foi imediata e demolidora para as pretensões petistas:

“Se ele tinha essa intenção, eu agradeço. Mas não existe essa chance, a chance é zero”, declarou Kassab, fechando qualquer porta para uma aliança majoritária com o PT.

Tarcísio é a Prioridade

Mais do que rejeitar Lula, Kassab reafirmou seu compromisso inabalável com o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). O cacique do PSD foi além e disse que ele próprio aceitaria ser o vice de Tarcísio na disputa pela reeleição ao governo paulista, demonstrando onde está sua verdadeira lealdade política.

“Ele sendo candidato a governador à reeleição, o PSD, que integra hoje a sua aliança, integra governo, nós vamos continuar juntos, apoiá-lo. (…) Aviso que o PSD estará com ele”, garantiu Kassab.

Sinal de Alerta para Lula

A negativa contundente de Kassab é um sinal claro de que a “frente ampla” que elegeu Lula em 2022 está se desintegrando. O PSD, partido com uma das maiores bancadas no Congresso e capilaridade nacional, prefere apostar no projeto político de Tarcísio — herdeiro político de Jair Bolsonaro — do que embarcar na canoa furada da reeleição petista.

Para analistas, o movimento de Kassab demonstra que o vento político mudou de direção. O “centrão”, farejando a fraqueza do governo federal, já começa a desembarcar e a buscar alternativas mais viáveis e alinhadas com o sentimento popular, que hoje pende para a direita. Lula está cada vez mais isolado.

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Bruno Rigacci

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